terça-feira, 21 de agosto de 2012

UMA VERDADE ESCONDIDA

ANAIS DO JORNALISMO

Escândalos da República 1.2

Por Mario Sergio Conti em 07/08/2012 na edição nº 706
Reproduzido da piauí nº 70, julho/2012; intertítulos do OI
Posfácio à nova edição de Notícias do Planalto mostra onde foram parar os jornalistas que cobriram o impeachment de Collor e o que aconteceu com a imprensa desde então
Os jovens repórteres que expuseram o governo de Fernando Collor não apuram mais notícias do Planalto. Cada qual teve razões particulares para isso. Vontade de fazer algo diferente, ambição de ganhar mais, o avanço da idade, pressões familiares, a competição e as chatices do metiê, o bloqueio da carreira, desilusões e também ilusões, convicções políticas ou a ausência delas, as mudanças no poder e no país. Tudo isso contou e conta. Mas o denominador comum dos que abandonaram a imprensa foi terem ido trabalhar em empresas, suas ou de outros, que se dedicam a atender políticos profissionais, homens de negócio e instituições.
Agora eles são assessores de comunicação, relações-públicas e publicitários. Ministram media training. Redigem discursos. Burilam a imagem pública de sua clientela e alardeiam os seus feitos. Gerem gabinetes de crise, contratados por gente de bens denunciada nos órgãos de imprensa nos quais antes trabalhavam. Quem ontem apontava as dissonâncias entre o marketing e a realidade é hoje marqueteiro.
O pano de fundo da migração de repórteres do caso Collor para atividades de divulgação foi a abertura de um novo ciclo na disputa por notícias. Criaram-se e cresceram dezenas de companhias, algumas delas minúsculas e outras com mais jornalistas que redações da grande imprensa, as quais vendem serviços a quem quer aparecer direito em jornais e revistas, no rádio e na televisão. Continua a existir a pressão sobre profissionais e patrões, exercida por protagonistas de notícias e anunciantes da imprensa. Eles se esfalfam para que certas reportagens sejam publicadas de determinada maneira, no mais das vezes sem destaque e com a predominância da versão daquele que pressiona. Mas agora, adicionalmente, se disseminaram agências que visam controlar fatos jornalísticos já no nascedouro, ou então reagem a eles para moldá-los.
Com o novo ciclo, abriu-se um mercado para repórteres que investigaram Collor. Eles eram experientes em falar com o poder e se comunicar com o público. Detinham conhecimento prático sobre a feitura de reportagens políticas de impacto. Sabiam dos mecanismos internos da grande imprensa. E mantinham laços com aqueles que continuaram no jornalismo – repórteres, colunistas, editores e diretores de redação –, a quem poderiam recorrer para convencê-los da correção de seus contratantes.
Graças a esse currículo eles passaram a trabalhar lado a lado com pesquisadores de opinião pública, advogados, sociólogos, analistas de mercado, fonoaudiólogos, figurinistas, cabeleireiros, maquiadores e afins. Poderoso e rico, o mercado não para de crescer. Governos, ministérios, secretarias, empresas e partidos de todo porte e ideário têm verbas para assalariar quem os ajude a lidar com notícias. E gravita ao seu redor uma nebulosa de companhias e consultores que lhes presta serviços, disputando concorrências e contas carnudas.
Exibicionismo collorido
Luís Costa Pinto, que fizera a entrevista na qual Pedro Collor acusava Paulo César Farias de ser testa de ferro de seu irmão, tornou-se consultor. Prestou serviços ao deputado João Paulo Cunha, réu no mensalão, e a Agnelo Queiroz, governador de Brasília cuja administração foi acusada de relacionamento espúrio com o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Cachoeira. Mino Pedrosa descobrira o motorista Eriberto França, que comprovou o elo econômico entre Paulo César Farias e o presidente. E posteriormente ele trabalhou na primeira campanha de Fernando Henrique Cardoso, e foi assessor de Roseana Sarney e Joaquim Roriz, o ex-ministro de Collor que renunciou ao Senado ao ser apontado como corrupto. A sua agência de comunicação prestou serviços a Carlos Cachoeira.
Mário Rosa, que revelara as desgraças da Legião Brasileira de Assistência presidida por Rosane Collor, virou gerente de crises. Ele participou de campanhas eleitorais e foi consultor de Ricardo Teixeira, quando este era presidente da Confederação Brasileira de Futebol, e de Daniel Dantas, dono do banco Opportunity. Assim como Costa Pinto, Rosa foi contratado por Fernando Cavendish, ex-proprietário da empreiteira Delta, implicada nas traficâncias de Cachoeira.
Expedito Filho relatara o exibicionismo da corte collorida e registrara as acusações de Renan Calheiros ao presidente, e passou a atuar em relações públicas. Gustavo Krieger, que levantara os gastos do porta-voz Cláudio Humberto Rosa e Silva num cartão de crédito, foi chamado a dirigir a campanha publicitária de Gabriel Chalita, do PMDB, à prefeitura paulistana.
Plataformas distintas
Primeiro candidato a usar o marketing de maneira sistemática, Fernando Collor foi precursor da nova constelação. Ele posou para fotógrafos e câmeras de televisão em jatinhos, carros esportivos importados, fazendo exercício e com livros debaixo do braço. Vestiu fardas marciais e camisetas estampadas com mensagens de autoajuda. Ostentou adereços do luxo cosmopolita e adotou uma estudada postura de galã. Collor foi mais um atualizador de técnicas de exploração de imagens praticadas nos países centrais e menos um reprodutor do atraso dos sertões alagoanos. Na sua derrocada, os recursos de ilusionista contaram pouco, e de quase nada valeu a proximidade com patrões e o apoio de publicações e emissoras. O que acabou por se impor foram as manifestações populares contra o presidente, que se alimentaram de reportagens mostrando que a realidade do Planalto e da Casa da Dinda divergia da efígie higienizada que Collor projetava.
Um dos ensinamentos que políticos, empresários e jornalistas tiraram da eleição e da queda do presidente, portanto, foi a necessidade de reforçar a influência sobre aquilo que reverbera na imprensa e na opinião pública. Afinal, apesar de pioneiro, Collor fora um amador que catara aqui e acolá procedimentos de marketing dispersos no ar contemporâneo. Daí o fortalecimento daquilo que ele jamais teve: profissionais em tempo integral e sólidas empresas de comunicação política, nas quais a ideologia se subordina à técnica. Mais perceptível nas campanhas eleitorais, o fenômeno é internacional, e o Brasil dele participa. Volta e meia publicitários americanos desembarcam aqui, chamados a intervir na propaganda de partidos. Da mesma forma, marqueteiros brasileiros trabalham para candidatos da América Latina e da África.
Exemplar tanto do abandono do jornalismo quanto da nova configuração político-publicitária é a trajetória de João Santana Filho. Na juventude, ele esteve ligado à música de vanguarda e ao pop, chegando a ser compositor na Bahia, onde nasceu. Formou-se em jornalismo, trabalhou em revistas e jornais, estudou política e relações internacionais nos Estados Unidos e chefiava a sucursal da IstoÉ em Brasília no governo Collor. Ali, teve papel fundamental na reportagem sobre o motorista Eriberto França. Além de um dos autores do furo que definiu o destino do presidente, ele é afável, organizado, criativo e bom redator. Tinha atributos para se tornar um quadro da imprensa. Mas a trocou pela propaganda política.
João Santana se associou a Duda Mendonça – que chefiou a primeira campanha publicitária vitoriosa de Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto – e depois se afastou dele. Mendonça admitiu algum tempo depois, numa Comissão Parlamentar de Inquérito, que recebera no exterior cerca de 10 milhões de reais de pagamento e não os declarara ao fisco. Lula o substituiu por Santana na campanha de sua reeleição. A equipe de comunicação com a qual o ex-jornalista trabalhou tinha 150 pessoas. Ele dispunha de levantamentos de opinião pública diários, alicerçados em entrevistas de 700 pessoas em todo o Brasil e complementados por pesquisas qualitativas com oito grupos de doze integrantes, também elas realizadas todos os dias. Em dois meses e meio, o instituto Vox Populi, que sondara os humores da população para Collor, fez mais de 60 mil entrevistas para que Santana modulasse a propaganda de Lula, e criasse os slogans “Lula de novo, com a força do povo” e “Não troco o certo pelo duvidoso”. Ele contou a Fernando Rodrigues, da Folha de S.Paulo, que recebeu 13,750 milhões de reais pela reeleição de Lula.
Na mesma entrevista, Santana fez uma distinção: o marketing “adapta o produto ao gosto do consumidor. A publicidade é o instrumento que vende o produto propriamente”. E rebateu seus críticos:
“A percepção de que esta foi uma campanha eleitoral vazia, sem debate e inócua é um equívoco. Daqui a dez ou vinte anos, ao se comparar esta campanha com outras anteriores, vão concluir que foi uma das mais politizadas que o país já teve. Não houve rendição ao marketing. O eixo central foi crescimento com distribuição de renda, diminuição das desigualdades entre as regiões e as pessoas, inserção soberana do Brasil no mundo e outros. Há discussão essencialmente com mais oportunidade política do que essa? Dizer que é uma pobreza porque foi reduzido a slogan é novamente o baixo entendimento que existeentre o que é propaganda e marketing político.”
João Santana virou consultor de imagem de Lula. Criou para o Planalto as marcas PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento, e Minha Casa Minha Vida. Dirigiu a propaganda na campanha de Dilma Rousseff, que contou com 200 pessoas na área de comunicação e custou, oficialmente, 44 milhões de reais. Técnicos da campanha de Barack Obama trabalharam na sua equipe, transferindo tecnologia de ferramentas da internet. Russos se ofereceram para ensinar como Vladimir Putin carreou votos para o seu sucessor, e foram rechaçados. Santana escreveu discursos e dirigiu os principais pronunciamentos em cadeia televisiva de Lula no Planalto, e fez o mesmo para Dilma. Levou a sua consultoria a candidatos de plataformas distintas na Argentina, Angola, República Dominicana, Peru, Venezuela e em El Salvador, onde ajudou a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional a eleger Mauricio Funes presidente, também ele um ex-jornalista.
Força dominante
Collor foi desbravador bem-sucedido numa outra frente, a das campanhas eleitorais criminalizadas. No pleito anterior para presidente, quase trinta anos antes, a televisão era rudimentar e operava regionalmente como o rádio, não havia horário eleitoral gratuito, as pesquisas de opinião pública tinham dimensão reduzida e jatinhos ainda não cruzavam os céus levando os candidatos e suas entourages país afora. As campanhas se davam por meio de jingles de rádio e comícios, acompanhados por repórteres cujas matérias demoravam dias para chegar a jornais sem distribuição nacional. Empregando lances de marketing grosseiros e intuitivos – a vassoura que varreria a corrupção, a caspa no ombro, o linguajar abstruso –,Jânio Quadros pôde vencer o marechal Henrique Teixeira Lott, em 1960, sem que fosse necessária uma grande estrutura de comunicação.
Como a propaganda era modesta, foi menor o peso do poder econômico na definição dos votos. Com os programas eleitorais de televisão e rádio, comícios com músicos pagos, carreatas e viagens incessantes, os custos tornaram-se siderais. Cresceu na mesma medida o papel da grande financiadora de campanhas: a burguesia que faz negócios com o Estado. E se alastraram métodos delituosos de arrecadação de fundos. O caixa dois adquiriu aceleração própria, perpassando o conjunto dos partidos. Serviu e serve tanto para cacifar os postulantes num pleito como para mantê-los no poder e preparar futuras disputas nas urnas. Foi isso que Collor disse, recorde-se, quando Paulo César Farias lhe perguntou o que deveria fazer com os 60 milhões de dólares que sobraram dos 160 milhões arrecadados na campanha:
“Vai administrando o dinheiro. Use o que for necessário nesse período de transição até a posse. Pague os salários, as viagens e as hospedagens da nossa equipe. O resto você guarda para a gente gastar na campanha eleitoral do ano que vem.”
Num jantar no Rio, em 1992, Paulo César Farias riu à beça quando, a propósito de empreitadas eleitorais, repeti-lhe a observação de Trotsky acerca da casta stalinista, que nasceu nos primeiros anos do regime soviético, num quadro de penúria no qual os bolcheviques foram obrigados a repartir magros recursos: quem tem algo a dividir nunca se esquece de si mesmo.
Assim como os 60 milhões de dólares de Collor e PC Farias serviram, inadvertidamente, de carburante para a futura derrubada do presidente e para a prisão do seu caixa, outras arrecadações, sobras de campanha e dívidas eleitorais estiveram no início de muitos dos escândalos políticos que pipocam desde então. Há maneiras, vigentes em outros países, de restringir o poder econômico e baixar gastos nas campanhas. Seja no Executivo seja no Congresso, não houve interesse – ou força dominante – para que fossem adotadas no Brasil. Quem se beneficia de um sistema não tem por que reformá-lo.
“Mais consistência”
Ficou para trás a campanha de Lula no ano em que o povo alemão derrubou o Muro de Berlim. Ela usou criativamente a linguagem agitprop e brechtiana da esquerda e foi conduzida pelos seus militantes e simpatizantes. Pôs no horário eleitoral a Rede Povo e subverteu o padrão de qualidade da Rede Globo. Atraiu de graça atrizes e atores da emissora, custou menos de 1 milhão de dólares e levou o candidato ao segundo turno. O modelo de propaganda que vingou foi o de Collor: dispendioso e profissional, bancado em boa parte ilegalmente, dispondo de apetrechos tecnológicos de última geração, sondagens de opinião pública a rodo, e com a forma da publicidade de mercadorias.
Junto com a forma, que tornou as campanhas de Lula e Dilma parecidas com as de seus adversários, mudou o conteúdo da política do Partido dos Trabalhadores. Ele foi alterado por fatores externos – desencadeados pelo desmoronamento do mundo nascido com a Revolução Russa – e internos, e também pelo desígnio dos seus formuladores. “Havia uma grande dúvida se o pt era um partido de esquerda, e o governo Lula acabou sendo um governo extremamente conservador”, declarou o banqueiro Olavo Setúbal em 2006, poucos meses antes da reeleição presidencial. “Não tem diferença do ponto de vista do modelo econômico. Eu acho que a eleição do Lula ou do Alckmin é igual. Os dois são conservadores. Cada presidente tem suas prioridades, mas dentro do mesmo leque de premissas econômicas.”
O empresário Emílio Odebrecht, que organizara um jantar em sua casa para PC Farias e esposa, e cuja empreiteira fizera doações a Collor, retomou o tema no início de 2008:
“Nós quebramos um tabu enorme, que era a chegada de um presidente de esquerda e, mais ainda, um líder dos trabalhadores, e esse tabu não existe mais. O investidor estrangeiro sempre perguntava como se comportaria o Brasil com um presidente com esse perfil de esquerda, com essa ideologia, e veja o que aconteceu. Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido para o nosso país, sem dúvida nenhuma. O investidor estrangeiro viu que os contratos foram preservados, que a linha ideológica é até mais rígida, em determinados aspectos, do que a dos anteriores. O Brasil tem mais consistência e inspira outro nível de confiança ao investidor. Essa quebra de tabu tranquilizou os investimentos, e o que se viu é que esse governo não tem nada de esquerda. O presidente Lula não tem nada de esquerda, nunca foi de esquerda.”
Identidade dos veículos
Na época da campanha contra Collor havia menos colunas, o que levou os editoriais do Estadão e da Folha defendendo a saída do presidente a sobressaírem, reforçando a identidade dos jornais e a sua posição institucional. E a opinião dos comentaristas não pesava tanto quanto as reportagens – se bem que um deles, Ricardo Noblat, do Jornal do Brasil, tenha sido demitido por criticar Collor na campanha eleitoral.
O colunismo se disseminou desde então. Numa contagem recente, a Folha dispunha de 113 colunistas. Mesmo que enfraqueça a voz própria de uma publicação, e eventualmente prevaleça sobre a reportagem, o colunismo é uma tradição brasileira que propicia maior diversidade aos órgãos de imprensa. Mas convém não esquecer que ele custa menos que a reportagem. Para fazer esta última é preciso procurar fontes, entrevistar, viajar, pesquisar, checar e editar o que tiver sido apurado. Para escrever colunas basta um computador. E o recurso a dezenas de comentaristas não é prática dominante na boa imprensa internacional. The New York Times tem doze colunistas; Le Monde, nenhum. São jornais que também enfrentam apertos. Numa maré montante de dificuldades, o diário americano tomou emprestados 250 milhões de dólares do bilionário mexicano Carlos Slim, que se tornou um dos seus maiores acionistas. O francês cortou repórteres, páginas e circulação, e os jornalistas perderam poder na empresa que o adquiriu quando uma onda de crise quase o punha a pique.
Muitos articulistas brasileiros publicam suas colunas em diversos jornais, que as reproduzem em seus sites, onde são copiados e se espalham pela internet. A ausência de exclusividade enfraquece a identidade dos diários. E não só ela. Conglomerados da imprensa buscam padronizar enfoques das suas publicações. As Organizações Globo, por exemplo, promovem reuniões semanais dos seus diretores de redação para definir a abordagem de certas notícias e iniciativas da empresa, o que de maneira alguma é feito ao arrepio do pensamento dos seus proprietários. Até se traduziu um termo para batizar a prática: sinergia.
O grupo capitaneado pelo Le Monde, no entanto, preserva a identidade dos órgãos sob o seu guarda-chuva, como La Vie, revista semanal cristã que circula há décadas, e Le Monde Diplomatique, que propugna uma globalização à esquerda. Nos Estados Unidos, a editora Condé Nast resguarda a distância entre The New Yorker e Vanity Fair. O que ajuda a entender que o diretor de redação da primeira tenha dado na revista o seu apoio à invasão do Iraque, enquanto em Vanity Fair isso não ocorreu, e o seu diretor se tornou um afiado crítico da guerra.
Tico de estrídulo
Fernando Collor refez a vida particular. Separou-se de Rosane e casou-se com a arquiteta alagoana Caroline Medeiros. Tatuou o nome dela no pulso esquerdo e tiveram gê-meas, Celine e Cecile. Ele é pai de outros três filhos, Arnon Affonso e Joaquim Pedro, com Lilibeth Monteiro de Carvalho, e Fernando James, que teve fora do casamento, com Jucineide Braz da Silva, e reconheceu legalmente ao deixar a Presidência.
Collor não dispõe mais dos préstimos de uma figura façanhuda como Paulo César Farias. Todas as investigações posteriores sobre o assassinato do gerente do seu caixa dois levaram à mesma conclusão: foi um crime passional, cometido pela namorada que ele pretendia abandonar na noite em que morreu. Em nenhum levantamento jornalístico ou policial surgiram testemunhas nem provas de que PC Farias tenha sido vítima de um complô.
Condenado pelo Congresso por crime de responsabilidade, Collor foi impedido de exercer função pública durante oito anos, mas o Supremo Tribunal Federal o absolveu da acusação de corrupção passiva. Ainda tem uns poucos processos pendentes e retomou a carreira política. Disputou duas vezes o governo de Alagoas e foi derrotado. Em 2007, elegeu-se senador pelo obscuro Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, agremiação que apresenta a legenda a candidatos nanicos. Já no primeiro dia de mandato, Collor trocou-o pelo Partido Trabalhista Brasileiro, da base do governo. O caminho de Swann encontrou-se com o de Guermantes: Lula e seu adversário de 1989 passaram a apoiar um ao outro, e a Dilma Rousseff. Terminaram no mesmo palanque e, sorridentes, trocaram afagos em público.
Senador discreto e aplicado, Collor prefere a atividade dos comitês a pronunciamentos em plenário. Fala pouco sobre o passado e quase nunca à imprensa. Mas falou de Veja. Membro da Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar Carlos Cachoeira, ele defendeu a convocação do jornalista Policarpo Junior, para que o redator-chefe da revista explicasse o seu relacionamento “de quase uma década” com o contraventor. E lançou no Parlamento um repto ao dono de Veja, a quem se referiu com um termo da máfia italiana, “capo de um bando de dez”:
“Em nome da verdade, desafio o chefe maior desse grupelho, o senhor Roberto Civita, a comparecer também à Comissão para falar da coabitação que, a seu mando, a revista de sua propriedade e alguns de seus jornalistas mantêm com o crime organizado. Se a razão do senhor Civita é tão patente e lúcida, se sua defesa da liberdade é tão consistente, não terá este capodecinaqualquer receio de se manifestar pessoalmente.”
Collor lembrou o que a imprensa fez quando da sua destituição do Planalto, e encerrou a arenga com um tico de estrídulo:
“Tenho sistematicamente me manifestado contrário a qualquer controle dos meios de comunicação. Sempre defendi a liberdade de imprensa, o contraditório, a divergência, o debate e a transparência dos fatos. Mesmo na Comissão Parlamentar de Inquérito em que me alvejaram, sempre abri todas as informações, jamais cerceei o trabalho dos meios de comunicação, e, assim mesmo, eles se valeram de atitudes criminosas, desonestas, fraudulentas. Por isso, ninguém tem autoridade para dizer que eu não defendo a liberdade de imprensa. Ninguém!”
Interesse próprios
Como senador, Collor não foi alvo de denúncias. Salvo uma, na qual o acusaram de uso indevido de um carro do Senado durante o recesso parlamentar. Ele explicou que o veículo servia a seu gabinete e o caso não teve consequência. Foi um episódio de pouca monta se comparado às negociatas que se repetem continuamente: anões do orçamento, privatização das teles, compra do sistema de monitoramento aéreo da Amazônia, obtenção de votos para a emenda da reeleição, informações privilegiadas na desvalorização do real, mensalão, demissão de seis ministros suspeitos de corrupção no primeiro ano do governo Dilma, o conluio do senador Demóstenes Torres com Cachoeira e asseclas etc.
Paulatinamente, as mutretas adquiriram som e imagem, viraram Escândalos da República 1.2. As inovações tecnológicas deixaram marcas na paisagem. Minicâmeras, microfones direcionais, sistemas que grampeiam simultaneamente dezenas de telefones, circuitos de vigilância e celulares que captam cenas mal iluminadas deram concretude às malversações. O governador flagrado no seu gabinete botando na mala maços de notas ou outro tomando champanhe aos berros com um empreiteiro que usa guardanapo na cabeça são mais eloquentes que a cópia borrada de um fac-símile comprovando falcatruas em Canapi. O sujeito entra num prédio para pegar propina e dias depois o que fez pode ser visto na internet e na televisão. A espetacularização ficou mais fácil.
E mais perigosa. O uso de gravações pela imprensa aproxima repórteres de policiais e criminosos. Uns gravam sob a proteção da lei (agentes de operações espalhafatosas da Polícia Federal) e outros ilegalmente (gangues que vivem de achaques e do comércio do que roubam). E ambos têm interesses próprios ao passar grampos e vídeos a jornalistas. Cria-se um laço no qual a promiscuidade e a manipulação são as pontas da corda: dou a fita, mas quero uma reportagem; dê-me a gravação e eu te protejo. É grande o risco de alguém se enforcar.
Lições do passado
Num poema dos anos 40, W. H. Auden escreveu:
Aprendemos com o passado? A polícia,/ Os estilistas de moda, todos os que/ Manejam os espelhos dizem: Não.
Pois Notícias do Planalto é uma tentativa de dar resposta positiva à pergunta do poeta. O livro foi pesquisado e escrito em quase dois anos de dedicação integral, num período sabático, e se beneficiou do quanto aprendi na cobertura da campanha, da Presidência e do impedimento de Collor.A vontade era descobrir novas notícias e sistematizar numa narrativa o que fizeram jornalistas e governantes naquela quadra. Para evitar que a experiência se perdesse, e para que se pudesse aprender algo com ela.
Como a imprensa não tinha nada digitalizado, o trabalho começou pelo estudo da bibliografia e de 50 quilos de recortes de jornais e revistas, bem como de gravações de programas eleitorais e de telejornais. Constatei que, para entender o jornalismo de então, seria preciso recuar algumas décadas e examinar a formação dos órgãos de imprensa, e assim sendo investigar quem foram os homens que os construíram. Fiz uma lista dos casos, problemas e histórias que abordaria, e das pessoas que deveria procurar. Levei por escrito as questões a cada um dos 141 entrevistados e anotei as respostas. Fiz 43 perguntas a Boris Casoy. A Collor, 150. Algumas entrevistas se estenderam e tiveram de ser desdobradas em dois ou três encontros. Elas foram feitas em São Paulo, no Rio, em Brasília e Maceió. Questões e respostas foram transcritas em seguida num computador. Todas as transcrições estão guardadas, mas não serão franqueadas porque prometi aos entrevistados não revelar quem me contou o quê.
A pesquisa e as entrevistas resultaram num material bruto enormemente rico. Mas considerações quanto ao tamanho e à complexidade do livro não explicam a narração adotada. Achei mais produtivo expor o máximo do material sem emitir opiniões. Acredito que uma visão acerca do que levantei preside e permeia a narrativa. Poderia ter feito uma análise do processo, ou ao menos das questões mais espinhosas apresentadas no livro. Mas a intenção – e ninguém deve acreditar apenas nas intenções de um autor: o que vale é o escrito – foi que o próprio leitor analisasse e chegasse a conclusões. A começar pelo leitor que acompanha a imprensa e pelo jornalista que a faz.
Ficaram de fora considerações sobre a relação entre empresários da imprensa e jornalistas, tema bastante abordado quando do lançamento do livro, em 1999. Houve quem dissesse que Notícias do Planalto foi condescendente com os patrões, e mesmo os protegeu, sobretudo por descrever as suas características pessoais e por mostrar o que os levou a tomar tal ou qual atitude. E outros acharam o contrário, que os resguardados foram os jornalistas, ou parte deles.
As avaliações conflitantes e mesmo o livro têm raízes no chão em que se assenta a grande imprensa. Uns são proprietários e outros empregados, mas cada edição de um noticioso é o fruto intelectual da ação comum de ambos, e depende de um acordo estabelecido previamente entre eles. A ação comum flui célere em dias de calmaria política e tende a se crispar quando ocorrem crises. As posições políticas se polarizam e divergências se espalham entre empresários e dentro das redações. A eleição de Collor e as revelações que culminaram na sua saída do Planalto foram crises que provocaram tomadas de posição de ambos os lados, e no interior deles, rearranjando acordos estabelecidos.
De todo modo, ninguém perdeu o emprego por ter escrito isso ou aquilo de Notícias do Planalto. Exceto o autor do livro. Trabalhei quinze anos em Veja, e nos quase sete em que fui o seu diretor de redação a tiragem dela passou de 900 mil para 1.250 milhão de exemplares semanais. Preparava na Editora Abril uma revista mensal de reportagens e artigos, para um público menor, quando o livro saiu, o que fez com que eu fosse demitido de pronto e o projeto cancelado. A vida seguiu adiante, trabalhei na Folha, fui correspondente em Paris da Rádio Bandeirantes, apresentador na Band News FM, fiz frilas para o Estadão e Bravo!, hoje estou no Roda Viva e sou repórter de piauí.
Aprendemos com o passado? Quiçá. Como disse outro poeta, T. S. Eliot:
O tempo presente e o tempo passado/ Estão ambos presentes talvez no tempo futuro,/ E o tempo futuro contido no tempo passado.
***
[Mario Sergio Conti é jornalista]

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

À QUEM INTERESSAR POSSA!


domingo, 10 de junho de 2012

GRITO DE SOCORRO

Revisão nos Soldos das Forças Armadas 
Por que isto é importante?
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
As Famílias Militares solicitam aos integrantes deste Ministério o cumprimento da Lei 10.331 de 18 de dezembro de 2001. 
Já que a iniciativa de conceder reajuste salarial é do Poder Executivo, através do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que é o órgão responsável pela elaboração do orçamento. É necessário também solicitar que o Poder Executivo encaminhe projeto de lei definindo o reajuste proposto. Portanto, o reajuste somente poderá ser concedido se houver recurso assegurado no Orçamento da União, que é enviado ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto do ano anterior à sua execução. Desta forma fica explícito que não teremos revisão dos soldos se nosso pleito não for atendido. Tal solicitação é amparada pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei 10.331 de 18 de dezembro de 2001.
Vale registrar que as Forças Armadas está há onze anos sem revisão constitucional dos soldos. 
Registro: Milhares de famílias estão passando privações e constrangimentos por escassez de recursos.
Assine aqui:
Lastimável! E pensar que as Forças Armadas, garantia da paz que existe em solo brsileiro, chegou ao fundo do poço, como pedinte, implorando ao Governo do Brasil que não espolie mais àqueles profissionais que cuidam do país enquanto os políticos dormem.

CONTRIBUIÇÃO À COMISSÃO DA VERDADE

Quem matou esses brasileiros?*

1 - 12/11/64 - Paulo Macena, Vigia - RJ
Explosão de bomba deixada por uma organização comunista nunca identificada, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que extinguiu a UNE e a UBES. No Cine Bruni, Flamengo, com seis feridos graves e 1 morto
2 - 27/03/65- Carlos Argemiro Camargo, Sargento do Exército - Paraná
Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar Osorio. Camargo foi morto a tiros. Sua mulher estava grávida de sete meses.
3 - 25/07/66 - Edson Régis de Carvalho, Jornalista - PE
Explosão de bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, com 17 feridos e 2 mortos. Ver próximo nome.
4 - 25/07/66 - Nelson Gomes Fernandes, Almirante - PE
Morto no mesmo atentado citado no item 3. Além das duas vítimas fatais, ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva. Além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda. Sebastião Tomaz de Aquino, guarda civil, teve a perna direita amputada.
5 - 28/09/66 - Raimundo de Carvalho Andrade - Cabo da PM, GO
Morto durante uma tentativa de desocupação do Colégio Estadual Campinas, em Goiânia, que havia sido ocupado por estudantes de esquerda. O grupo de soldados convocado para a tarefa era formado por burocratas, cozinheiros etc. Estavam armados com balas de festim. Andrade, que era alfaiate da Polícia Militar, foi morto por uma bala de verdade disparada de dentro da escola.
6 - 24/11/67 - José Gonçalves Conceição (Zé Dico) - Fazendeiro - SP
Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighella, durante a invasão da fazenda Bandeirante, em Presidente Epitácio. Zé Dico foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi baleado por Edmur com dois tiros nas costas.
7 - 15/12/67 - Osíris Motta Marcondes, Bancário - SP
Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.
8 - 10/01/68 - Agostinho Ferreira Lima - Marinha Mercante - Rio Negro/AM
No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi atacada por um grupo de nove terroristas, liderados por Ricardo Alberto Aguado Gomes, “Dr. Ramon”, que, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste ataque, Agostinho Ferreira Lima foi ferido gravemente, vindo a morrer no dia 10/01/68.
9 - 31/05/68 - Ailton de Oliveira, Guarda Penitenciário - RJ
O Movimento Armado Revolucionário (MAR) montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que, uma vez libertados, deveriam seguir para a região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”. No dia 26/05/68, o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, num pacote, três revólveres calibre 38. Às 17h30, teve início a fuga. Os terroristas foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Foram feridos, e Ailton morreu no dia 31/05/68. Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light João Dias Pereira, que se encontrava na calçada da penitenciária. O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani
10 - 26/06/68- Mário Kozel Filho - Soldado do Exército - SP
No dia 26/06/68, Kozel atua como sentinela do Quartel General do II Exército. Às 4h30, um tiro é disparado por um outro soldado contra uma camioneta que, desgovernada, tenta penetrar no quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo, que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se havia alguém no seu interior. Havia uma carga com 50 quilos de dinamite, que, segundos depois, explode. O corpo de Kozel é dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino ficam muito feridos. É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR. Participaram do crime os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira, Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva. Ah, sim: a família de Lamarca recebeu indenização. De Kozel, quase ninguém mais se lembra.
11 - 27/06/68 - Noel de Oliveira Ramos - Civil - RJ
Morto com um tiro no coração em conflito na rua. Estudantes distribuíam, no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas. Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como “Juliano” ou “Julião”, infiltrado no movimento, tentou impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.
12- 27/06/68 - Nelson de Barros - Sargento PM - RJ
No dia 21/06/68, conhecida como a “Sexta-Feira Sangrenta”, realizou-se no Rio uma passeata contra o regime militar. Cerca de 10.000 pessoas ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas, saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da Polícia Militar. No fim da noite, pelo menos 10 mortos e centenas de feridos. Entre estes, estava o sargento da PM Nelson de Barros, que morreu no dia 27.
13 - 01/07/68 - Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen - Major do Exército Alemão - RJ
Morto no Rio, onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que também cursava a mesma escola. Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e um terceiro não-identificado. Todos pertenciam à organização terrorista COLINA- Comando de Libertação Nacional.
14 - 07/09/68 - Eduardo Custódio de Souza - Soldado PM - SP
Morto com sete tiros por terroristas de uma organização não identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.
15 - 20/09/68 - Antônio Carlos Jeffery - Soldado PM - SP
Morto a tiros quando de sentinela no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no Barro Branco. Organização terrorista que praticou o assassinato: Vanguarda Popular Revolucionária. Assassinos: Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto, Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como “Diógenes do PT”, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS.
16- 12/10/68 - Charles Rodney Chandler - Capitão do Exército dos Estados Unidos - SP
Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP. No início de outubro de 68, um “Tribunal Revolucionário”, composto pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Maneco) e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque ele “seria um agente da CIA”. Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite). Quando retirava seu carro das garagem para seguir para a Faculdade, Chandler foi assassinado com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de revólver, na frente da sua mulher, Joan, e de seus 3 filhos. O grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo de Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis, Leonardo, Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).
17 - 24/10/68 - Luiz Carlos Augusto - Civil - RJ
Morto, com 1 tiro, durante uma passeata estudantil.
18 - 25/10/68 - Wenceslau Ramalho Leite - Civil - RJ
Morto, com quatro tiros de pistola Luger 9mm durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ. Autores: Murilo Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire (Ruivo ou Wilson), ambos integrantes da organização terrorista COLINA (Comando de Libertação Nacional).
19 - 07/11/68 - Estanislau Ignácio Correia - Civil - SP
Morto pelos terroristas Ioshitame Fugimore, Oswaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São Paulo.
Quando a lista estiver completa, reparem que a ALN (Ação Libertadora Nacional) e a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) estão entre os grupos mais violentos. À primeira, pertenceu o ministro Paulo Vannuchi, que hoje comanda a banda que quer a “revanche”; a ministra Dilma Rousseff, cuja pasta deu forma final ao “decreto”, integrou a segunda. Aos mortos:
20 - 07/01/69 - Alzira Baltazar de Almeida - Dona de Casa - Rio de Janeiro/RJ
Uma bomba jogada por terroristas embaixo de uma viatura policia, estacionada em frente à 9ª Delegacia de Polícia, ao explodir, matou Alzira, que passava pela rua
21 - 11/01/69 - Edmundo Janot - Lavrador - Rio de Janeiro / RJ
Morto a tiros, foiçadas e facadas por um grupo de terroristas que haviam montado uma base de guerrilha nas proximidades da sua fazenda.
22 - 29/01/69 - Cecildes Moreira de Faria - Sub-Inspetor de Polícia - BH/ MG
23 - 29/01/69 - José Antunes Ferreira - Guarda Civil-BH/MG
Policiais chegaram a um “aparelho” do Comando de Libertação Nacional (Colina), na rua Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo. Foram recebidos por rajadas de metralhadora, disparadas por Murilo Pinto Pezzuti da Silva , “Cesar’ ou “Miranda”, que mataram o subinspetor Cecildes Moreira da Silva (ver acima), que deixou viúva e oito filhos menores. Ferreira também morreu. Além do assassino, foram presos os seguintes terroristas: Afonso Celso L.Leite (Ciro), Mauricio Vieira de Castro (Carlos), Nilo Sérgio Menezes Macedo, Júlio Antonio Bittencourt de Almeida (Pedro), Jorge Raimundo Nahas (Clovis ou Ismael) e Maria José de Carvalho Nahas (Celia ou Marta). No interior do “aparelho”, foram apreendidos 1 fuzil FAL, 5 pistolas, 3 revólveres, 2 metralhadoras, 2 carabinas, 2 granadas de mão, 702 bananas de dinamite, fardas da PM e dinheiro de assaltos.
24 - 14/04/69 - Francisco Bento da Silva - Motorista - SP
Morto durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PC do B ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros. Participaram desta ação os seguintes terroristas: Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto
25 - 14/04/69 - Luiz Francisco da Silva - Guarda Bancário -SP
Também Morto durante o assalto acima relatado.
26 - 08/05/69 - José de Carvalho - Investigador de Polícia - SP
Atingido com um tiro na boca durante um assalto ao União de Bancos Brasileiros, em Suzano, no dia 07 de maio, vindo a falecer no dia seguinte. Nessa ação, os terroristas feriram, também, Antonio Maria Comenda Belchior e Ferdinando Eiamini. Participaram os seguintes terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN): Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Takao Amano, Ney da Costa Falcão, Manoel Cyrilo de Oliveira Neto e João Batista Zeferino Sales Vani. Takao Amano foi baleado na coxa e operado, em um “aparelho médico” por Boanerges de Souza Massa, médico da ALN.
27 - 09/05/69 - Orlando Pinto da Silva - Guarda Civil - SP
Morto com dois tiros, um na nuca e outro na testa, disparados por Carlos Lamarca, durante assalto ao Banco Itaú, na rua Piratininga, Bairro da Mooca. Na ocasião também foi esfaqueado o gerente do Banco, Norberto Draconetti. Organização responsável por esse assalto: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).
28 - 27/05/69 - Naul José Montovani - Soldado PM - SP
Em 27/05/69 foi realizada uma ação contra o 15º Batalhão da Força Pública de São Paulo, atual PMESP, na Avenida Cruzeiro do Sul, SP/SP. Os terroristas Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo Pires Fleury, Maria Aparecida Costa, Celso Antunes Horta e Ana Maria de Cerqueira César Corbusier metralharam o soldado Naul José Montovani, que estava de sentinela e que morreu instantaneamente. O soldado Nicário Conceição Pulpo, que correu ao local ao ouvir os disparos, foi gravemente ferido na cabeça, tendo ficado paralítico.
29 - 04/06/69 - Boaventura Rodrigues da Silva - Soldado PM - SP
Morto por terroristas durante assalto ao Banco Tozan.
30 - 22/06/69 - Guido Boné - Soldado PM - SP
Morto por militantes da ALN que atacaram e incendiaram a rádio-patrulha RP 416, da então Força Pública de São Paulo, hoje Polícia Militar, matando os seus dois ocupantes, os soldados Guido Bone e Natalino Amaro Teixeira, roubando suas armas.
31 - 22/06/69 - Natalino Amaro Teixeira - Soldado PM - SP
Morto por militantes da ALN na ação acima relatada.
32 - 11/07/69 - Cidelino Palmeiras do Nascimento - Motorista de Táxi - RJ
Morto a tiros quando conduzia, em seu carro, policiais que perseguiam terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança, agência Muda. Participaram deste assassinato os terroristas Chael Charles Schreier, Adilson Ferreira da Silva, Fernando Borges de Paula Ferreira, Flávio Roberto de Souza, Reinaldo José de Melo, Sônia Eliane Lafóz e o autor dos disparos Darci Rodrigues, todos pertencentes a organização terrorista VAR-Palmares.
33 - 24/07/69 - Aparecido dos Santos Oliveira - Soldado PM - SP
O Banco Bradesco, na rua Turiassu, no Bairro de Perdizes, foi assaltado por uma frente de grupos de esquerda. Foram roubados sete milhões de cruzeiros. Participaram da ação:
- Pelo Grupo de Expropriação e Operação: Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Raimundo Gonçalves de Figueiredo, Ney Jansen Ferreira Júnior, José Couto Leal;
- Pelo Grupo do Gaúcho: Plínio Petersen Pereira, Domingos Quintino dos Santos, Chaouky Abara;
- Pela VAR-Palmares: Chael Charles Schreier, Roberto Chagas e Silva, Carmem Monteiro dos Santos Jacomini e Eduardo Leite.
Raimundo Gonçalves Figueiredo baleou o soldado Oliveira. Já caído, ele recebeu mais quatro tiros disparados por Domingos Quintino dos Santos.
34 - 20/08/69 - José Santa Maria - Gerente de Banco - RJ
Morto por terroristas que assaltaram o Banco de Crédito Real de Minas Gerais, do qual era gerente
35 - 25/08/69 - Sulamita Campos Leite - Dona de Casa, PA
Parente do terrorista Flávio Augusto Neves Leão Salles. Morta na casa dos Salles, em Belém, ao detonar, por inadvertência ,uma carga de explosivos escondida pelo terrorista
36 - 31/08/69 - Mauro Celso Rodrigues - Soldado PM - MA
Morto quando procurava impedir a luta entre proprietários e posseiros, incitada por movimentos subversivos.
37 - 03/09/69 - José Getúlio Borba - Comerciário - SP
Os terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN) Antenor Meyer, José Wilson Lessa Sabag, Francisco José de Oliveira e Maria Augusta Tomaz resolveram comprar um gravador na loja Lutz Ferrando, na esquina da Avenida Ipiranga com a Rua São Luis. O pagamento seria feito com um cheque roubado num assalto. Descobertos, receberam voz de prisão e reagiram. Na troca de tiros, o guarda civil João Szelacsak Neto ficou ferido com um tiro na coxa, e o funcionário da loja, José Getúlio Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos pela polícia, o terrorista José Wilson Lessa Sabag matou a tiros o soldado da Força Pública (atual PM) João Guilherme de Brito.
38 - 03/09/69 - João Guilherme de Brito - Soldado da Força Pública/SP
Morto na ação acima narrada.
39 - 20/09/69 - Samuel Pires - Cobrador de Ônibus - SP
Morto por terroristas quando assaltavam uma empresa de ônibus.
40 - 22/09/69 - Kurt Kriegel - Comerciante - Porto Alegre/RS
Comerciante Kurt Kriegel, morto pela Var-Palmates em Porto Alegre.
41 - 30/09/69 - Cláudio Ernesto Canton - Agente da Polícia Federal - SP
Após ter efetuado a prisão de um terrorista, foi atingido na coluna vertebral, vindo a falecer em conseqüência desse ferimento.
42 - 04/10/69 - Euclídes de Paiva Cerqueira - Guarda Particular - RJ
Morto por terroristas durante assalto ao carro transportador de valores do Banco Irmãos Guimarães
43 - 06/10/69 - Abelardo Rosa Lima - Soldado PM - SP
Metralhado por terroristas numa tentativa de assalto ao Mercado Peg-Pag. Autores: Devanir José de Carvalho (Henrique) , Walter Olivieri, Eduardo Leite (Bacuri), Mocide Bucherone e Ismael Andrade dos Santos. Organizações Terroristas: REDE (Resistência Democrática) e MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes).
44 - 07/10/69 - Romildo Ottenio - Soldado PM - SP
Morto quando tentava prender um terrorista.
45 - 31/10/69 - Nilson José de Azevedo Lins- Civil - PE
Gerente da firma Cornélio de Souza e Silva, distribuidora da Souza Cruz, em Olinda. Foi assaltado e morto quando ia depositar, no Banco, o dinheiro da firma. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário). Autores: Alberto Vinícius Melo do Nascimento, Rholine Sonde Cavalcante Silva, Carlos Alberto Soares e João Maurício de Andrade Baltar
46 - 04/11/69 - Estela Borges Morato - Investigadora do DOPS - SP
Morta a tiros quando participava da operação em que morreu o terrorista Carlos Marighela.
47 - 04/11/69 - Friederich Adolf Rohmann - Protético - SP
Morto durante a operação que resultou na morte do terrorista Carlos Marighela.
48 - 14/11/69 - Orlando Girolo - Bancário - SP
Morto por terroristas durante assalto ao Bradesco.
49 - 17/11/69 - Joel Nunes - Subtenente PM - RJ
Neste dia, o PCBR assaltou o Banco Sotto Maior, na Praça do Carmo, no subúrbio carioca de Brás de Pina, de onde foram roubados cerca de 80 milhões de cruzeiros. Na fuga, obstados por uma viatura policial, surgiu um violento tiroteio no qual Avelino Bioni Capitani matou o sargento da PM Joel Nunes. Na ocasião, foi preso o terrorista Paulo Sérgio Granado Paranhos.
50 - 18/12/69 - Elias dos Santos - Soldado do Exército - RJ
Havia um aparelho do PCBR na rua Baronesa de Uruguaiana nº 70, no bairro de Lins de Vasconcelos. Ali, Prestes de Paula, ao fugir pelos fundos da casa, disparou um tiro de pistola 45 contra Elias dos Santos
E continua a lista com os nomes das vítimas dos terroristas de esquerda. Neste grupo, destaca-se a impressionante covardia de Carlos Lamarca, o grande herói do panteão da mistificação. Sabe-se que era um assassino frio. Mas prestem atenção às circunstâncias da morte de Alberto Mendes Junior, a vítima nº 56: era também perverso.
51 - 17/01/70 - José Geraldo Alves Cursino - Sargento PM - São Paulo / SP
Morto a tiros por terroristas.
52 - 20/02/70 - Antônio Aparecido Posso Nogueró - Sargento PM - São Paulo
Morto pelo terrorista Antônio Raimundo de Lucena quando tentava impedir um ato terrorista no Jardim Cerejeiras, Atibaia/SP.
53 - 11/03/70 - Newton de Oliveira Nascimento - Soldado PM - Rio de Janeiro
No dia 11/03/70, os militantes do grupo tático armado da ALN Mário de Souza Prata, Rômulo Noronha de Albuquerque e Jorge Raimundo Júnior deslocavam-se num carro Corcel azul, roubado, dirigido pelo último, quando foram interceptados no bairro de Laranjeiras- RJ por uma patrulha da PM. Suspeitando do motorista, pela pouca idade que aparentava, e verificando que Jorge Raimundo não portava habilitação, os policiais ordenaram-lhe que entrasse no veículo policial, junto com Rômulo Noronha Albuquerque, enquanto Mauro de Souza Prata, acompanhado de um dos soldados, iria dirigindo o Corcel até a delegacia mais próxima. Aproveitando-se do descuido dos policiais, que não revistaram os detidos, Mário, ao manobrar o veículo para colocá-lo à frente da viatura policial, sacou de uma arma e atirou, matando com um tiro na testa o soldado da PM Newton Oliveira Nascimento, que o escoltava no carro roubado. O soldado Newton deixou a viúva dona Luci e duas filhas menores, de quatro e dois anos.
54 - 31/03/70 - Joaquim Melo - Investigador de Polícia - Pernambuco
Morto por terroristas durante ação contra um “aparelho”
55 - 02/05/70 - João Batista de Souza - Guarda de Segurança - SP
Um comando terrorista, integrado por Devanir José de Carvalho, Antonio André Camargo Guerra, Plínio Petersen Pereira, Waldemar Abreu e José Rodrigues Ângelo, pelo Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), e mais Eduardo Leite (Bacuri), pela Resistência Democrática (REDE), assaltaram a Companhia de Cigarros Souza Cruz, no Cambuci/SP. Na ocasião Bacuri assassinou o guarda de segurança João Batista de Souza.
56 - 10/05/70 - Alberto Mendes Junior- 1º Tenente PM - SP
Esta é uma das maiores expressões da covardia e da violência de que era capaz o terrorista Carlos Lamarca. No dia 08/05/70, 7 terroristas, chefiados por ele, estavam numa pick-up e pararam num posto de gasolina em Eldorado Paulista. Foram abordados por policiais e reagiram a bala, conseguindo fugir. Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha. Em duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para Eldorado Paulista. Por volta das 21h, houve o encontro com os terroristas, que estavam armados com fuzis FAL, enquanto os PMs portavam o velho fuzil Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem bélica, vários PMs foram feridos, e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam necessitando de urgentes socorros médicos. Julgando-se cercado, Mendes aceitou render-se desde que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.
De madrugada, a pé e sozinho, Mendes buscou contato com os terroristas, preocupado que estava com o restante de seus homens. Encontrou Lamarca, que decidiu seguir com seus companheiros e com os prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade, foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristas - Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega - desgarraram-se do grupo, e os cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando junto o Tenente Mendes. Depois de caminharem um dia e meio na mata, os terroristas e o tenente pararam para descansar. Carlos Lamarca, Yoshitame Fujimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um “tribunal revolucionário”, que resolveu assassinar o Tenente Mendes. Os outros dois, Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima, ficaram vigiando o prisioneiro.
Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram. Yoshitame Fujimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado. Em 08/09/70, Ariston Lucena foi preso pelo DOI-CODI e apontou o local onde o tenente estava enterrado.
57 - 11/06/70 - Irlando de Moura Régis - Agente da Polícia Federal - RJ
Foi assassinado durante o seqüestro do embaixador da Alemanha, Ehrendfried Anton Theodor Ludwig Von Holleben. A operação foi executada pelo Comando Juarez Guimarães de Brito. Participaram Jesus Paredes Soto, José Maurício Gradel, Sônia Eliane Lafóz, José Milton Barbosa, Eduardo Coleen Leite (Bacuri), que matou Irlando, Herbert Eustáquio de Carvalho, José Roberto Gonçalves de Rezende, Alex Polari de Alverga e Roberto Chagas da Silva.
58 - 15/07/70 - Isidoro Zamboldi - Segurança - SP
Morto pela terrorista Ana Bursztyn durante assalto à loja Mappin.
59 - 12/08/70 - Benedito Gomes - Capitão do Exército - SP
Morto por terroristas, no interior do seu carro, na Estrada Velha de Campinas.
60 - 19/08/70 - Vagner Lúcio Vitorino da Silva - Guarda de segurança - RJ
Morto durante assalto do Grupo Tático Armado da organização terrorista MR-8 ao Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos. Sônia Maria Ferreira Lima foi quem fez os disparos que o mataram. Participaram, também, dessa ação os terroristas Reinaldo Guarany Simões, Viriato Xavier de Melo Filho e Benjamim de Oliveira Torres Neto, os dois últimos recém-chegados do curso em Cuba.
61 - 29/08/70 - José Armando Rodrigues - Comerciante - CE
Proprietário da firma Ibiapaba Comércio Ltda. Após ter sido assaltado em sua loja, foi seqüestrado, barbaramente torturado e morto a tiros por terroristas da ALN. Após seu assassinato, seu carro foi lançado num precipício na serra de Ibiapaba, em São Benedito, CE. Autores: Ex-seminaristas Antônio Espiridião Neto e Waldemar Rodrigues Menezes (autor dos disparos), José Sales de Oliveira, Carlos de Montenegro Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques, Timochenko Soares de Sales e Francisco William.
62 - 14/09/70 - Bertolino Ferreira da Silva - Guarda de segurança - SP
Morto durante assalto praticado pelas organizações terroristas ALN e MRT ao carro pagador da empresa Brinks, no Bairro do Paraíso em são Paulo.
63 - 21/09/70 - Célio Tonelly - Soldado da PM - SP
Morto em Santo André. Quando de serviço em uma rádio-patrulha, tentou deter terroristas que ocupavam um automóvel.
64 - 22/09/70 - Autair Macedo - Guarda de Segurança - RJ
Morto por terroristas, durante assalto a empresa de ônibus Amigos Unidos
65 - 27/10/70 - Walder Xavier de Lima - Sargento da Aeronáutica - BA
Morto quando, ao volante de uma viatura, conduzia terroristas presos, em Salvador. O assassino, Theodomiro Romeiro dos Santos (Marcos) o atingiu com um tiro na nuca. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).
66 - 10/11/70 - José Marques do Nascimento - civil - SP
Morto por terroristas que trocavam tiros com a polícia.
67 - 10/11/70 - Garibaldo de Queiroz - Soldado PM - SP
Morto em confronto com terroristas da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) que faziam uma panfletagem armada na Vila Prudente, São Paulo.
68 - 10/11/70 - José Aleixo Nunes - Soldado PM - SP
Também morto na ocorrência relatada acima.
69 - 10/12/70 - Hélio de Carvalho Araújo - Agente da Polícia Federal - RJ
No dia 07/12, o embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, foi seqüestrado pela VPR. Participaram da operação os terroristas Adair Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Maurício Guilherme da Silveira, Alex Polari de Alverga, Inês Etienne Romeu, Alfredo Sirkis, Herbert Eustáquio de Carvalho e Carlos Lamarca. Após interceptar o carro que conduzia o Embaixador, Carlos Lamarca bateu com um revólver Smith-Wesson, cano longo, calibre 38, no vidro do carro. Abriu a porta traseira e, a uma distância de dois metros, atirou, duas vezes contra o agente Hélio. Os terroristas levaram o embaixador e deixaram o agente agonizando. Transferido para o hospital Miguel Couto, morreu no dia 10/12/70.
70 - 07/01/71 - Marcelo Costa Tavares - Estudante - MG
Morto por terroristas durante um assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais.
Autor dos disparos: Newton Moraes.
71 - 12/02/71 - Américo Cassiolato - Soldado PM - São Paulo
Morto por terroristas em Pirapora do Bom Jesus.
72 - 20/02/71 - Fernando Pereira - Comerciário - Rio de Janeiro
Morto por terroristas quando tentava impedir um assalto ao estabelecimento “Casa do Arroz”, do qual era gerente.
73 - 08/03/71 - Djalma Peluci Batista - Soldado PM - Rio de Janeiro
Morto por terroristas, durante assalto ao Banco do Estado do Rio de Janeiro.
74 - 24/03/71 - Mateus Levino dos Santos - Tenente da FAB - Pernambuco
O PCBR necessitava roubar um carro para participar do seqüestro do cônsul norte-americano, em Recife. No dia 26/06/70, o grupo decidiu roubar um Fusca, estacionado em Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife, nas proximidades do Hospital da Aeronáutica. Ao tentarem render o motorista, descobriram tratar-se de um tenente da Aeronáutica. Carlos Alberto disparou dois tiros contra o militar: um na cabeça e outro no pescoço. Depois de nove meses de intenso sofrimento, morreu no dia 24 de março de 1971, deixando viúva e duas filhas menores. O imprevisto levou o PCBR a desistir do seqüestro.
75 - 04/04/71 - José Julio Toja Martinez - Major do Exército - Rio de Janeiro
No início de abril, a Brigada Pára-Quedista recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas ocupara uma casa localizada na rua Niquelândia, 23, em Campo Grande/RJ. Não desejando passar esse informe à 2ª Sessão do então I Exército, sem aprofundá-lo, a 2ª Sessão da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância da casa. Por volta das 23h, chega um casal de táxi. A mulher ostentava uma volumosa barriga, sugerindo gravidez.
O major Martinez acabara de concluir o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, onde, por três anos, exatamente o período em que a guerra revolucionária se desenvolvera, estivera afastado desses problemas em função da própria vida escolar bastante intensa. Estagiário na Brigada de Pára-Quedista, a quem também não estava afeta a missão de combate à subversão, não se havia habituado à virulência da ação terrorista.
Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, da barriga, formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a “grávida” retirou um revólver, matando-o antes que pudesse esboçar qualquer reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa, foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio, que causou a morte do casal de terroristas. Eram os militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e Marilena Villas-Bôas Pinto, responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas. No “aparelho” do casal, foram encontrados explosivos, munição e armas, além de dezenas de levantamentos de bancos, de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército. Martinez deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à época, com 11 anos.
76 - 07/04/71 - Maria Alice Matos - Empregada Doméstica - Rio de Janeiro
Morta por terroristas quando do assalto a um depósito de material de construção.
77 - 15/04/71 - Henning Albert Boilesen - (Industrial - São Paulo)
Quando da criação da Operação Bandeirante, o então comandante do II Exército, general Canavarro, reuniu-se com o governador do Estado de São Paulo, com várias autoridades federais, estaduais, municipais e com industriais paulistas para solicitar o apoio para um órgão que necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao crescente terrorismo que estava em curso no estado de São Paulo. Assim, vários industriais, entre eles Boilesen, se cotizaram para atender ao pedido daquela autoridade militar. Por de3cisão de Lamarca, Boilesen, um dinamarquês naturalizado brasileiro, foi assassinado. Participaram da ação os terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos. No relatório escrito por Yuri, e apreendido pela polícia, aparecem as frases “durante a fuga trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma vitória da Revolução Brasileira”. Vários carros e casas foram atingidos por projéteis. Duas mulheres foram feridas. Sobre o corpo de Boilesen, atingido por 19 tiros, panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça: “Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por dente”.
78 - 10/05/71 - Manoel da Silva Neto - Soldado PM - SP
Morto por terroristas durante assalto à Empresa de Transporte Tusa.
79 - 14/05/71 - Adilson Sampaio - Artesão - RJ
Morto por terroristas durante assalto às lojas Gaio Marti.
80 - 09/06/71 - Antônio Lisboa Ceres de Oliveira - Civil - RJ
Morto por terroristas durante assalto à boate Comodoro
* Pesquisa de Reinaldo Azevedo.

terça-feira, 15 de maio de 2012

ARRUACEIROS

Reiniciaram as arruaças comandadas pelo PT; o noticiário de ontem a noite mostrou cenas idênticas àquelas que antecederam à retomada da ordem em 1964. 

A foto ao lado demonstra a bestialidade dos novos baderneiros que, pela idade, nada presenciaram daquela época e nada aprenderam nas escolas que hoje são comandadas pelos petralhas. 

Nada sabem sobre ditadura e a diferença de um estado de exceção. Acreditam que Cuba é democrática e mitificam assassinos que um dia se travestiram de guerrilheiros para tiranizar uma pequena ilha se aferrando ao poder até hoje.

Por conta da tal comissão da verdade arruaceiros contratados pelo PT chefiam badernas em frente às residências de militares reformados do Exército, achincalhando a imagem de patriotas que estavam no comando da reorganização do país naquela época de baderna comunista.

Estão cutucando a onça com vara curta! Vale lembrar que a onça é o símbolo do CIGS. Só que esta onça não é só de brasileiros nacionalistas fardados. Todo brasileiro, cidadão de bem e que ama sua pátria estará pronto a defendê-la!

Noticias deformadas e tendenciosas, por conta dos meios de comunicação que se vendem por contas publicitárias milionárias, não intimidarão àqueles que prestaram o juramento de defender a pátria com o sacrifício da própria vida; tampouco os demais que, pelo simples fato de não terem feito esse juramento, não se absterão de lutar pela ordem e a serenidade de uma nação que não tem histórico de confrontos.

A belicosidade está por conta de arruaceiros, baderneiros e membros infiltrados da esquerda comunista e nefasta que tem o PT como seu maior representante no país.

Os militares de honra garantiram a liberdade e a democracia, instaurada a partir da reorganização do país; não significa que, por conta dessa garantia, terroristas que hoje estão no poder, provisoriamente (pois o voto é a arma do povo) não tenham que quedar-se caso desfaçam o compromisso implícito na estado democrático que é a liberdade e o direito à ordem e a segurança, garantido à todos os cidadãos através das Leis estabelecidas e dos acôrdos de outrora que devem continuar sendo honrados.

O Brasil é um País independente; tanto do jungo estrangeiro quanto do jugo de pseudos ex-guerrilheiros, terroristas de alma nefasta, escória que infelizmente, embora nascidos em nosso País, querem-no aquebrantá-lo lançando à nação na masmorra da ditadura comunista. 

Entretanto, é bom lembrar, a brava gente brasileira não teme a luta.
 ...
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
 ...

sábado, 12 de maio de 2012

LEI DO SILÊNCIO

Romulo Bini Pereira (*) - Publicado em "O Estado de S.Paulo"
 
Em 1979, após muitos debates em amplos segmentos de nossa sociedade, a Lei da Anistia foi aprovada e promulgada no País. Ela veio pôr um ponto final no ciclo de beligerância que se instalou na vida brasileira e criou um pacto de reciprocidade para a reconstrução democrática no Brasil.
Nestes anos de sua vigência, as Forças Armadas cumpriram um papel impecável. Voltaram-se para suas missões constitucionais, sem a mínima interferência no processo político que aqui se desenvolvia. Mantiveram-se em silêncio, acompanhando os fatos políticos, alguns bastante perturbadores, sem nenhuma atitude que pudesse ser analisada como intervenção no processo democrático.
Adotaram uma verdadeira lei do silêncio. Um ajuste entre seus chefes, em busca da concórdia e do entendimento.
No corrente ano, entretanto, dois fatos vieram de encontro à atitude das Forças Armadas. O primeiro foi a criação da Comissão da Verdade. De modo unânime, militares da ativa e da reserva consideraram tal comissão um passo efetivo para atos de revanchismo. Os seus defensores - alguns deles membros da alta esfera governamental e do Poder Judiciário - já falam em rever a Lei da Anistia, mesmo após o Supremo Tribunal Federal ter confirmado a sua validade.
No escopo de se obter a verdade, essa comissão, para ser imparcial, deveria estudar e analisar não só o ideário político-ideológico, mas também os métodos de atuação de quem optou pela luta armada em todo o mundo. Que pesquise os manuais das organizações internacionais para constatar a semelhança dos objetivos e métodos das inúmeras e variadas organizações nacionais, inclusive o Manual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella, a cartilha do terrorismo brasileiro. Os diversos delitos cometidos - assassinatos, atentados, roubos e sequestros - também tiveram, tal como as citadas internacionais, um objetivo único, ou seja, a "derrubada do governo central e a instauração de uma ditadura do proletariado", e não uma democracia, como apregoam seus defensores. Com tal comissão só existirá uma verdade unilateral.
O segundo fato se refere aos incidentes ocorridos na sede do Clube Militar, no Rio de Janeiro, tão chocantes e tão esclarecedores para todos os militares. Chocantes porque velhos soldados, ilustres chefes, instrutores, professores e outros de carreira e vida exemplares foram insultados e agredidos por uma turba de radicais com atitudes e impropérios usados pelos grupos extremistas das décadas de 60 e 70. E esclarecedores porquanto demonstraram que o ódio ideológico e o fanatismo estão novamente presentes em nosso país. Tanto que disse um dos seus líderes: "Somos marxistas radicais". Seu ideário, seus métodos de atuação e seus ídolos são os mesmos das organizações extremistas do passado. Fazem uso até mesmo de ações de intimidação radicais, como o "escracho", de modo idêntico aos trotskistas e aos nazistas nas décadas de 20 e 30. Segundo seus integrantes, suas ações visam a defender a "honra" do nosso país perante a comunidade internacional. Definitivamente, não são aptos para tal defesa. A continuar dessa forma, a citada turba poderá vir a ser um celeiro para novos Araguaias.
Esses dois fatos atingiram frontalmente os objetivos da Lei da Anistia. A concórdia e o entendimento foram atitudes adotadas somente pelas Forças Armadas. Em oposição, um segmento sectário e minoritário demonstrou intransigência e intolerância totalitária para com os militares.
Eles não assumiram seus atos e erros. Talvez para criar uma nova História, na qual seus integrantes sejam os grandes heróis. Talvez para justificar as ações de seus líderes no emprego de jovens em aventuras quixotescas de tomada do poder pela via armada, ou, então, a legitimação das 20 mil indenizações pagas por seus ideais revolucionários.
Não será possível mais aceitar que os "anos de chumbo", expressão de origem italiana tão decantada por esses segmentos minoritários, sejam debitados somente aos atos das nossas Forças Armadas. Na Itália não houve anistia e terroristas estiveram presos por muitos anos. O caso Cesare Battisti, de rumorosa repercussão mundial, exemplifica o desiderato do governo italiano em punir os que optaram pela luta armada. As organizações extremistas brasileiras estavam sossegadas na selva do Araguaia ou nos aparelhos urbanos, algumas nos conventos dominicanos. E assistiram a tudo pacificamente, com uma única exceção: as vítimas de sua autoria, algumas assassinadas barbaramente e outras justiçadas covardemente. Que regime teria sido imposto ao nosso país caso vingasse o ideário radical dessa minoria?
Neste contexto, a palavra dos chefes militares está se fazendo necessária e será um contraponto a possíveis atitudes e ações deletérias, como as agressões no Clube Militar. O que nós, militares, defendemos não é indisciplina ou qualquer conluio, nem quebra dos princípios democráticos. Uma palavra que não signifique um "mea culpa" ou um pedido de perdão. Estivemos, no período da guerra fria, em combate bipolarizado, no qual os extremistas foram banidos em todo o mundo em razão de seu objetivo totalitário e único: a ditadura do proletariado. Correremos riscos, mas eles são inerentes ao processo democrático e à nossa profissão.
Não se admite mais este silêncio reinante. Nas redes virtuais, pela simples leitura de manifestos e artigos oriundos da reserva de nossas Forças Singulares se percebe que estamos num ponto crítico. A nossa autoestima está em visível declínio, agravada por outros fatores, entre eles os baixos salários de nossos subordinados. Dissensões poderão surgir, pois a reserva expressa em muito o pensamento dos soldados da ativa. Possíveis perturbações ou rupturas em nossas Forças trarão repercussões indesejáveis para o nosso país. Não é possível mais calar. A lei do silêncio deve ser quebrada!
  
(*)GENERAL DE EXÉRCITO, FOI CHEFE DO ESTADO-MAIOR DA DEFESA

O BRASIL ACABOU!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

PREMIO À IGNORÂNCIA

Este recorte de jornal, postado no Facebook, demonstra a ignorância política e de cidadania de professores e, conseqüentemente, de alunos. O que se espera, então, da visão de cidadania de todo o povo brasileiro?

É necessário que os eleitores defenestrem a politicagem corrupta, mas isso só irá acontecer quando escolas, como a que premiou a frase, começarem o processo de educação e formação de cidadãos, sem mesclar ideologia com educação. Para que isso aconteça os próprios professores têm que iniciar um processo de revisão dos seus conhecimentos, atualização e, principalmente, superação daquilo que aprendeu.

Premiar frases absurdas só irá prejudicar, mais ainda, a formação de crianças e adolescentes que não têm uma visão clara do que é política. 

É inegável que uma parte expressiva do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, sem contar o Executivo Federal, Estaduais e Municipais, fazem parte da vergonha nacional; mas, esses políticos, têm o voto da maioria do povo e, infelizmente, eleição após eleição, esse mesmo povo os reelegem. 

Roberto Jefersom, por ter denunciado o mensalão (que ele próprio fazia parte) foi ovacionado pelo povo e teria sido reeleito com folga não fosse termos cassado seu mandato. Mas, foram reeleitos Jader Barbalho, Paulo Maluf e outros da mesma estirpe, e ainda obtiveram votos folgados para levarem consigo seus asseclas, pela legenda, desbancando possíveis candidatos mais honrados. Foi a vontade do povo! 

Por outro lado, denúncias vazias, oportunistas, sem provas e de cunho revanchista, desestimularam políticos de maior valor, que abandonaram essa atividade; e por trás disso está os meios de comunicação, sempre manipulando os incautos. 

Se quisermos mudar, teremos que começar agora, nas escolas, pois o futuro é o que mais interessa. Anotem: nas próximas eleições não irá mudar coisa alguma; teremos que esperar uma nova geração de eleitores. Vamos começar a orientá-los? Com a palavra os professores.  

terça-feira, 1 de maio de 2012

JÔ SOARES CENSURADO: Programa Proibido!


Vídeo para ser assistido com bastante atenção!

Jô Soares, petralha convicto, ficou pouco a vontade mas, sendo um colega, teve que rir amarelado sem poder admoestá-lo, como faria com qualquer outro mortal. Não fez gracinhas, sua característica principal quando quer desconcertar o entrevistado; tampouco usou da sua irônia insônsa para tentar confundir o telespectador quando as respostas não são de seu agrado.

Pareceu-me que Carlos Vereza estava a vontade para falar, e falou.

Fica para cada um dos leitores, e telespectadores, a conclusão final.

O vídeo é de péssima qualidade por razões óbvias; Carlos Vereza parece ter dito uma verdade!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

HISTÓRIAS EM COMUM


A via crucis dos aposentados não tem mais fim; entra e sai governo petista e o sofrimento continua o mesmo. Apesar da farta propaganda de ser um governo do povo, já esqueceram as origens e, agora, livram-se dos aposentados da maneira mais vil e cruel: deixando-os padecer a míngua.
 
Aposentados, senhora presidente, têm os mesmos custos para sua sobrevivência que vossa excelência e seus amigos têm; embora, tanto vossa excelência quanto seus amigos, desfrutem de benesses inimagináveis pelo povo.
 
Para quem não sabe, ou ainda não se deu conta, aposentados pagam luz, água, aluguel, gás; compram remédios, e muitos, apesar de caríssimos, pois o resto de suas vidas depende de cuidados rigorosos com a saúde. Ademais, senhora presidente, os aposentados contribuíram pecuniariamente com a previdência social durante 35 anos de suas vidas, alem da força de trabalho que gerou riquezas para a nação e que os frutos são hoje colhidos por vossa excelência em forma de impostos; sem contar as roubalheiras inquestionáveis que nem mesmo as CPIs articuladas conseguirão esconder.
 
Os aposentados merecem respeito senhora presidente, assim como todas as demais classes trabalhadoras de nossa nação.
 
Os militares, por exemplo, responsáveis pela garantia da paz que reina em nosso País, estão com os salários defasados em 135% e nenhuma atitude é tomada por parte de vossa excelência. Será que é em retaliação a atitude heroica, nacionalista, brasileiríssima, de outrora? Será que o restabelecimento da ordem e do progresso em nosso País, garantida pelos militares de outrora, contrários ao regime totalitarista e comunista de Cuba, incomoda ainda hoje os antigos terroristas que tentaram destruir nossa nação?
 
Espero que a Presidência do Brasil não esteja em mãos tão ignóbeis; o povo brasileiro não se perdoaria em ter errado em três eleições consecutivas.
 
Um ditado popular diz que miséria pouca é bobagem, assim, senhora presidenta, como já é de vosso conhecimento, o seu companheiro Tarso, no Rio Grande do Sul, não está cumprindo a Lei que determinou o Piso Salarial Nacional para os Professores. Não cumpre e diz que não vai cumprir.  Isso é uma afronta, mas é típico do senhor Tarso que, como Ministro, também queria descumprir determinações do Poder Legislativo.
 
Os Professores de todo o País estão em greve por um único motivo: falta de cumprimento da Lei Federal que garantiu Piso Nacional de Salários para os membros do Magistério Público.
 
Histórias em comum que, houvesse um Presidente da República com legitimidade e responsabilidade, estariam prontamente resolvidas.