terça-feira, 29 de outubro de 2013

GENERAL RESPONDE

Resposta do General Torres de Melo à carta da jornalista.

À Senhora Jornalista Miriam Leitão

    Li o seu artigo "ENQUANTO ISSO", com todo cuidado possível. Senti, em suas linhas, que a senhora procura mostrar que os MILITARES BRASILEIROS de HOJE, são bem diferentes dos MILITARES BRASILEIROS de ONTEM. Penso que esse é o ponto central de sua tese. Para criar credibilidade nas suas afirmativas, a senhora escreveu: "houve um tempo em que a interpretação dos militares brasileiros sobre LEI E ORDEM era rasgar as leis e ferir a ordem. Hoje em dia, eles demonstram com convicção terem aprendido o que não podem fazer"

Permita-me discordar dessa afirmativa de vez que vejo nela uma injustiça, pois fiz parte dos MILITARES DE ONTEM e nunca vi os meus camaradas militares rasgarem leis e ferir a ordem. Nem ontem nem hoje. Vou demonstrar a minha tese:
    No Império, as LEIS E A ORDEM foram rasgadas no Pará, Ceará, Minas, Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul pelas paixões políticas da época. AS LEIS E A ORDEM foram restabelecidas pelo Grande Pacificador do Império, um Militar de Ontem, o Duque de Caxias, que com sua ação manteve a Unidade Nacional. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Pelo contrário.
     Vem a queda do Império e a República. Pelo que sei, e a História registra,   foram políticos que acabaram envolvendo os velhos Marechais Deodoro e Floriano nas lides políticas. A política dos governadores criando as oligarquias regionais, não foi obra dos Militares de Ontem, quando as leis e a ordem foram rasgadas e feridas pelos donos do Poder, razão maior das revoltas dos tenentes da década de 20, que sonhavam com um Brasil mais democrático e justo. Os Militares de Ontem ficaram ao lado da lei e da Ordem. Lembro à nobre jornalista que foram os civis políticos que fizeram a revolução de 30, apoiados, contudo, pelos tenentes revolucionários, menos Prestes, que abraçou o comunismo russo.
     Veio a época getuliana, que, aos poucos, foi afastando os tenentes das decisões políticas. A revolução Paulista não foi feita pelos Militares de Ontem   e sim pelos políticos paulistas que não aceitavam a ditadura de Vargas. Não foram os Militares de Ontem que fizeram a revolução de 35 (senão alguns, levados por civis a se converterem para a ideologia vermelha, mas logo combatidos e derrotados pelos verdadeiros Militares de Ontem); nem fizeram a revolta de 38; nem  deram o golpe de 37. Penso que a senhora, dentro de seu espírito de justiça, há de concordar comigo que foram as velhas raposas GETÚLIO - CHICO CAMPOS - OSWALDO ARANHA e os chefetes que estavam nos governos dos Estados, que aceitaram o golpe de 37. Não coloque a culpa nos Militares de Ontem.
     Veio a segunda guerra mundial. O Nazismo e o Fascismo tentam dominar o mundo. Assistimos ao primeiro choque da hipocrisia da esquerda. A senhora deve ter lido - pois àquela época não seria nascida -, sobre o acordo da Alemanha e a URSS para dividirem a pobre Polônia e os sindicatos comunistas do mundo ocidental fazendo greves contra os seus próprios países a favor da Alemanha por imposição da URSS e a mudança de posição quando a "Santa URSS" foi invadida por Hitler. O Brasil ficou em cima de muro até que nossos navios (35) foram afundados. Era a guerra, a FEB e seu término. Getúlio - o ditador - caiu e vieram as eleições. As Forças Armadas foram   chamadas a intervir para evitar o pior. Foram os políticos que pressionaram os Militares de Ontem para manter a ordem. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Chamou-se o Presidente do Supremo Tribunal Federal para, como Presidente, governar a transição. Não se impôs MILITAR algum.
     O mundo dividiu-se em dois. O lado democrático, chamado pelos comunistas de imperialistas, e o lado comunista com as suas ditaduras cruéis e seus celebres julgamentos "democráticos". Prefiro o primeiro e tenho certeza de que a senhora, também. No lado ocidental não se tinham os GULAGs.
     O período Dutra (ESCOLHIDO PELOS CIVIS E ELEITO PELO VOTO DIRETO DO POVO) teve seus erros - NUNCA CONTRA A LEI E A ORDEM - e virtudes como toda obra humana. A colocação do Partido Comunista na ilegalidade foi uma obra do Congresso Nacional por inabilidade do próprio Carlos Prestes, que declarou ficar ao lado da URSS e não do Brasil em caso de guerra entre os dois países. Dutra vivia com o "livrinho" (a Constituição) na mão, pois os políticos, nas suas ambições, queriam intervenções em alguns Estados, inclusive em São Paulo. A senhora deve ter lido isso, pois há vasta literatura sobre a História daqueles idos.
     Novo período de Getúlio Vargas. Ele já não tinha mais o vigor dos anos trinta. Quem leu CHATÔ, SAMUEL WEINER (a senhora leu?) sente que os   falsos amigos de Getúlio o levaram à desgraça. Os Militares de Ontem não se envolveram no caso, senão para investigar os crimes que vinham sendo cometidos sem apuração pela Polícia; nem rasgaram leis nem feriram a ordem.
       Eram os políticos que se digladiavam e procuravam nos colocar como fiéis da balança. O seu suicídio foi uma tragédia nacional, mas não foram os Militares de Ontem os responsáveis pela grande desgraça.
     A senhora permita-me ir resumindo para não ficar longo. Veio Juscelino e as Forças Armadas garantiram a posse, mesmo com pequenas divergências. Eram os políticos que queriam rasgar as leis e ferir a ordem e não os Militares de Ontem. Nessa época, há o segundo grande choque da esquerda. No XX Congresso do Partido Comunista da URSS (1956) Kruchov coloca a nu a desgraça do stalinismo na URSS. Os intelectuais esquerdistas   ficam sem rumo.
 Juscelino chega ao fim e seu candidato perde para o senhor Jânio Quadros. Esperança da vassoura. Desastre total. Não foram os Militares de Ontem que rasgaram a lei e feriram a ordem. Quem declarou vago o cargo de Presidente foi o Congresso Nacional. A Nação ficou ao Deus dará. Ameaça de guerra civil e os políticos tocando fogo no País e as Forças Armadas divididas pelas paixões políticas, disseminadas pelas "vivandeiras dos quartéis" como muito bem alcunhou Castello.
     Parlamentarismo, volta ao presidencialismo, aumento das paixões políticas, Prestes indo até Moscou afirmando que já estavam no governo, faltando-lhes apenas o Poder. Os militares calados e o chefe do Estado Maior do Exército (Castello) recomendando que a cadeia de comando deveria ser mantida de qualquer maneira. A indisciplina chegando e incentivada dentro dos Quartéis, não pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos de esquerda; e as vivandeiras tentando colocar o Exército na luta política.
      Revoltas de Polícias Militares, revolta de sargentos em Brasília, indisciplina na Marinha, comícios da Central e do Automóvel Clube representavam a desordem e o caos contra a LEI e a ORDEM. Lacerda, Ademar de Barros, Magalhães Pinto e outros governadores e políticos (todos civis)incentivavam o povo à revolta. As marchas com Deus, pela Família e pela Liberdade (promovidas por mulheres) representavam a angústia do País. Todo esse clima não foi produzido pelos MILITARES DE ONTEM. Eles, contudo, sempre à escuta dos apelos do povo, pois ELES são o povo em armas, para garantir as Leis e a Ordem.
     Minas desce. Liderança primeira de civil; era Magalhães Pinto. Era a contra-revolução que se impunha para evitar que o Brasil soçobrasse ao comunismo. O governador Miguel Arraes declarava em Recife, nas vésperas de 31 de março: haverá golpe. Não sabemos se deles ou nosso. Não vamos ser hipócritas. A senhora, inteligente como é, deve ter lido muitos livros que reportam   a luta política daquela época (exemplos: A Revolução Impossível de Luis Mir - Combates nas Trevas de Jacob Gorender - Camaradas de William Waack - etc) sabe que a esquerda desejava implantar uma ditadura de esquerda. Quem afirma é Jacob Gorender. Diz ele no seu livro: "a luta armada começou a ser tentada pela esquerda em 1965 e desfechada em definitiva a partir de 1968". Na há, em nenhuma parte do mundo, luta armada em que se vão plantar rosas e é por essa razão que GORENDER afirma: "se quiser compreendê-la na perspectiva da sua história, A ESQUERDA deve assumir a violência que praticou". Violência gera violência.
     Castello, Costa e Silva, Médici, Geisel e João Figueiredo com seus erros e virtudes desenvolveram o País. Não vamos perder tempo com isso. A senhora é uma economista e sabe bem disso. Veio a ANISTIA. João Figueiredo dando murro na mesa e clamando que era para todos; e Ulisses não desejando que Brizolla, Arraes e outros pudessem tomar parte no novo processo eleitoral, para não lhe disputarem as chances de Poder. João bateu o pé e todos tiveram direito, pois "lugar de Brasileiro é no Brasil", como dizia. Não esquecer o terceiro choque sofrido pela a esquerda: Queda do Muro de Berlim, que até hoje a nossa esquerda não sabe desse fato histórico.
     Diretas já. Sarney, Collor com seu desastre, Itamar, FHC, LULA e chegamos aos dias atuais. Os Militares de Hoje, silentes, que não são responsáveis pelas desgraças que vivemos   agora, mas sempre aguardando a voz do Povo. Não houve no passado, nem há, nos dias de hoje, nenhum militar metido em roubo, compra de voto, CPI, dólar em cueca, mensalões ou mensalinhos. Não há nenhum Delúbio, Zé Dirceu, José Genoíno, e que tais. O que já se ouve, o que se escuta é o povo dizendo: SÓ OS MILITARES PODERÃO SALVAR A NAÇÃO. Pois àquela época da "ditadura" era que se era feliz e não se sabia...Mas os Militares de Hoje, como os de Ontem, não querem ditadura, pois são formados democratas.   E irão garantir a Lei e a Ordem, sempre que preciso.

    Os militares não irão às ruas sem o povo ao seu lado. OS MILITARES DE HOJE SÃO OS MESMOS QUE OS MILITARES DE ONTEM. A nossa desgraça é que políticos de hoje (olhe os PICARETAS do Lula!) - as exceções justificando a regra - são ainda piores do que os de ontem. São sem ética e sem moral, mas também despudorados. E o Brasil sofrendo, não por conta dos MILITARES, mas de ALGUNS POLÍTICOS   - uma corja de canalhas, que rasgam as leis e criam as desordens.
     Como sei que a senhora é uma democrata, espero que publique esta carta no local onde a senhora escreve os seus artigos, que os leio atenta e religiosamente, como se fossem uma Bíblia. Perfeitos no campo econômico, mas não muitos católicos ou evangélicos no campo político por uma razão muito simples: quando parece que a senhora tem o vírus de uma reacionária de esquerda.
 Atenciosa e respeitosamente,
GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO DO EXÉRCITO FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO.
(Um militar de ontem, que respeita os militares de hoje, que pugnam pela Lei e a Ordem).

domingo, 27 de outubro de 2013

COMO FAÇO PARA VIVER NO BRASIL?

Não Sou: - Nem Negro, Nem Homossexual, Nem Índio, Nem Assaltante, Nem Guerrilheiro, Nem Invasor De Terras. Como faço para viver no Brasil nos dias atuais? Na verdade eu sou branco, honesto, professor, advogado, contribuinte, eleitor, hétero... E tudo isso para quê? 
Meu Nome é: Ives Gandra da Silva Martins* 
Hoje, tenho eu a impressão de que no Brasil o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades governamentais constituídas e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que eles sejam índios, afrodescendentes, sem terra, homossexuais ou se autodeclarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos. Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, ou seja, um pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! Em igualdade de condições, o branco hoje é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior (Carta Magna). 
Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que eles ocupassem em 05 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado, e ponham passado nisso. Assim, menos de 450 mil índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também por tabela - passaram a ser donos de mais de 15% de todo o território nacional, enquanto os outros 195 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% do restante dele. Nessa exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados. 
Aos 'quilombolas', que deveriam ser apenas aqueles descendentes dos participantes de quilombos, e não todos os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição Federal permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito. 
Os homossexuais obtiveram do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef o direito de ter um Congresso e Seminários financiados por dinheiro público, para realçar as suas tendências - algo que um cidadão comum jamais conseguiria do Governo! 
Os invasores de terras, que matam, destroem e violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que este governo considera, mais que legítima, digamos justa e meritória, a conduta consistente em agredir o direito. 
Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem esse 'privilégio', simplesmente porque esse cumpre a lei.
Desertores, terroristas, assaltantes de bancos e assassinos que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de R$ 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' aqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos. 
E são tantas as discriminações, que chegou a hora de se perguntar: de que vale o inciso IV, do art. 3º, da Lei Suprema? Como modesto professor, advogado, cidadão comum e além disso branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço nesta sociedade, em terra de castas e privilégios, deste governo. 
(*Ives Gandra da Silva Martins, é um renomado professor emérito das Universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército Brasileiro e Presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo). 
Para os que desconhecem o Inciso IV, do art. 3°, da Constituição Federal a que se refere o Dr. Ives Granda, eis sua íntegra: "Promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação."

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

BRINCANDO COM FOGO


Quem não está na linha de frente, não tem o direito de abrir a boca para cobrar resultados, principalmente se for estrangeiro. Quem não faz parte do processo deve controlar seus ímpetos e ser prudente ao emitir opiniões emocionais. 


Não é preciso lembrar nem cobrar das nossas FFAA que tenham a coragem, a dignidade, a honra e o patriotismo de salvar nosso país. Não se deve confundir a eventual "omissão" de três comandantes militares burocratas das Três Forças com os LÍDERES MILITARES DA ATIVA, totalmente invisíveis à mídia e à população. A Sociedade não os conhece. São anônimos. Vivem confinados em suas Bases Militares, comandando suas tropas, treinando seus efetivos, administrando seus parcos recursos e sofrendo tanto ou mais do que cada um de nós, que ama o Brasil. 

Os Militares vivem conosco este momento de incerteza nacional e sofrem tanto ou mais do que nós. Para os que não se lembram, Militar tem esposa civil. Tem filhos civis. Tem parentes e amigos civis. Os nossos Militares ganham pouco. Conhecem a realidade nacional com muito mais precisão do que nós, graças ao Serviço de Inteligência do Exército Brasileiro, que infiltra seus tentáculos em todo e qualquer movimento social. Temos uma das (poucas) melhores Forças Armadas do Planeta. Somos internacionalmente reconhecidos. Todos os anos, 4 cadetes da Academia West Point - N. Y., USA fazem estágio nas Agulhas Negras, e, 4 cadetes da AMAN, fazem estágio na West Point. 

Nossos generais combatentes (O General Enzo, atual Comandante do Exército, e que já deveria estar na reserva, não fosse o servilismo emprestado ao governo, é engenheiro e não combatente) são reconhecidos como sendo detentores de notória formação militar pelas FFAA dos USA e Rússia, por exemplo. Nossas Academias (Escola Naval, AFA e AMAN são consideradas ilhas de excelência em ensino militar no Mundo. Além disso, as FFAA, enquanto instituições, são perenes e transcendem às eventuais ideias contrárias de seus membros não alinhados com o Dever Constitucional. 

Portanto, não é necessário ofender, gritar, espernear, xingar, tampouco ficar lembrando aos LÍDERES MILITARES (INVISÍVEIS AO OLHO COMUM), suas atribuições, deveres e obrigações. 

Em primeiro lugar, militar não suporta ouvir choro. Em segundo lugar, não há mais o que se preparar. A Força sempre está preparada! Tudo é uma questão de tempo e melhor oportunidade. Entretanto, a questão é por demais complexa. Não estamos falando de se "fechar a boca de fumo da esquina", estamos falando de uma situação de extrema gravidade que demanda responsabilidade. 

Uma Guerra Civil pode demorar décadas para ser definida (se o for) e pode destruir uma Nação. Isto não é brincadeira de vídeo-game. Há dezenas de milhões de vidas humanas em risco. Mesmo assim, o dever constitucional jamais deixará de ser cumprido. Jamais! 

O "timing" dos civis" não é igual ao "timing" dos nossos LÍDERES MILITARES INVISÍVEIS DA ATIVA. É bom se prepararem, Amigos, pois o tranco vai ser forte! Quem não acreditar, que comece a orar! Ninguém perderá coisa alguma por esperar! (Joe Patriota)

sábado, 19 de outubro de 2013

ALGUMA DÚVIDA?

A mídia alternativa nunca foi um refúgio de excluídos e marginalizados: foi um pseudópodo lançado pela esquerda dominante desde a chefia dos grandes jornais, um instrumento auxiliar na longa luta dos comunistas brasileiros pelo domínio monopolístico dos canais de informação.

Ainda a propósito da chamada "imprensa nanica" dos tempos da ditadura, duas notas:  
1) Tão logo publicados os meus artigos sobre o assunto, a leitora Míriam Macedo teve a gentileza de me enviar uma cópia da tese "Preparados, leais e disciplinados: os jornalistas comunistas e a adaptação do modelo de jornalismo americano ao Brasil" (2007), dos pesquisadores Afonso de Albuquerque e Marco Antonio Roxo da Silva, ambos da Universidade Federal Fluminense (http://www.compos.org.br/files/22ecompos09_Albuquerque_Silva.pdf).
A tese confirma integralmente o que eu disse: nunca houve uma fronteira nítida, muito menos um abismo de diferença entre a "grande mídia" e a "imprensa alternativa" no período militar. 
A esquerda tinha poder de mando numa como na outra.
Numa revisão de praticamente toda a bibliografia publicada a respeito, os autores concluem: "Os comunistas tiveram uma presença significativa nos jornais desse período, tanto do ponto de vista quantitativo quanto qualitativo (cargos de chefia)." E não se tratava apenas de infiltrados individuais: o PCB atuava ali organizadamente, como centro de comando subterrâneo embutido na hierarquia formal das redações. 
A mídia alternativa nunca foi um refúgio de excluídos e marginalizados: foi um pseudópodo lançado pela esquerda dominante desde a chefia dos grandes jornais, um instrumento auxiliar na longa luta dos comunistas brasileiros pelo domínio monopolístico dos canais de informação, luta que hoje vai alcançando o seu ponto culminante como projeto fatídico do "Marco Regulatório das Comunicações", que virtualmente submeterá ao governo petista o controle das informações circulantes no País. 
A História, para os comunistas, nunca foi apenas um estudo erudito, mas um instrumento de ação política. A auto-idealização sentimental do velho jornalismo de esquerda não é, portanto, uma simples falsificação do passado: é a preparação do futuro império da falsidade.             
2) Não imaginem que, ao escrever meus dois artigos a respeito, eu tenha examinado as narrativas dos porta-vozes da velha "mídia alternativa" com malevolência de crítico azedo. Faltava-me qualquer motivo para isso, no mínimo porque fui eu mesmo um personagem daquela história, tendo colaborado com vários órgãos da imprensa então dita "nanica" e participado até mesmo do lance mais decisivo da série, cantado em prosa e verso nos longos depoimentos de Audálio Dantas, José Hamilton Ribeiro e Fernando Pacheco Jordão ao documentário do Instituto Vladimir Herzog.
Refiro-me à edição do célebre número 4 do jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, que denunciou pioneiramente o assassinato de Herzog e acabou por desencadear uma onda nacional de protestos contra o regime. 
A juventude dessas criaturas foi a minha. A diferença entre nós é que, ao chegar à maturidade, reexaminei minha vida com senso crítico em vez de me deixar estagnar na deleitação caquética de um mito corporativo, para não dizer de uma mentira deliberada, consciente, maquiavélica. 
Uma coisa que compreendi, e que essa gente não parece ter compreendido até hoje, é que nenhum ódio que tivéssemos ao regime autoritário brasileiro, por mais legítimo que fosse, poderia jamais justificar a cumplicidade da nossa geração de jornalistas com as ditaduras genocidas da URSS, da China, da Hungria, da Alemanha Oriental, do Vietnã, do Camboja, da Coreia ou de Cuba. E não se trata apenas de comparar, em abstrato, ditaduras com ditaduras. Vários desses governos davam orientação, ajuda e treinamento aos terroristas brasileiros, tornando-se portanto personagens ativos do drama nacional. 
Qualquer tentativa de isolar uma coisa da outra, de modo a fazer os comunistas brasileiros parecerem puras vítimas da violência alheia, sem culpa pelo que seus mandantes e parceiros faziam no mundo, falsifica por completo a realidade do quadro histórico. 
Quando lembro o tempo que despendi na sede do Sindicato, preparando aquela e outras edições do Unidade, nas ruas gritando slogans comunistas ou em casa escondendo fugitivos do regime, não me vejo como um herói, à maneira dos comovidos apologistas de si mesmos, nem como miniatura de herói, mas como um idiota útil, privado do senso das proporções, incapaz de medir a gravidade relativa dos males e entender que a ditadura brasileira, por execrável que fosse em si mesma, era um preço módico a pagar pela eliminação da ameaça comunista, cuja existência negávamos com cinismo exemplar ao mesmo tempo que nós mesmos a representávamos pessoalmente e tudo fazíamos para que ela se realizasse. 
"Éramos jovens", pode-se alegar. É, éramos mesmo, mas não somos mais. Não temos o direito de falsificar  toda a memória histórica de um país só para continuar dando a impressão de que éramos lindos. 
O simples fato de que essa operação-camuflagem assuma hoje o nome de "Comissão da Verdade" já mostra que o fingimento se tornou, entre os esquerdistas brasileiros, um estilo de vida.        

P. S. –
 Do ponto de vista da emocionada autolatria comunista, a expressão acima, "preço módico", soará cruel e escandalosa. Discutirei isso em artigo vindouro, mas desde já advirto: na política e na ciência que a estuda, a comparação da gravidade relativa dos males, da qual a esquerda nacional hoje foge como o diabo da cruz, é uma exigência incontornável e a base de quase todos os diagnósticos e decisões. Qualquer tentativa de evitá-la é pura hipocrisia e culto da ignorância politicamente conveniente. 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

ALERTA TOTAL

Espionagem dos EUA pode revelar que negócios secretos de petralhas com ditaduras escondem "mensalão"

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A petralhada interpretou como um recado velado de que vem bomba escatológica contra Luiz Inácio Lula da Silva a publicação ontem, pelo jornal O Globo, com direito a chamada de primeira página, de um artigo do jornalista José Casado, com o título “Segredos Bilionários”. O texto denuncia e protesta contra o fato de o Brasil já ter dado uns US$ 6 bilhões em créditos públicos aos governos de Angola e Cuba, cujos ditadores são parceiros (ideológicos e de negócios) de empresas e pessoas ligadas ao governo petista.

O que o artigo de O Globo não pode revelar é que os negócios de Lula com Angola e Cuba já são alvo do pente fino da espionagem (ilegal ou não) norte-americana – amplamente divulgada pela imprensa. A maior suspeita dos EUA é que os recursos investidos nas ditaduras promovam uma forma refinada do “Mensalão”. As transnacionais brasileiras, beneficiadas lá fora com a grana secreta da corrupção, fazem o chamado “draw back”, às escondidas, de uma polpuda comissão do dinheiro desviado para os esquemas petralhas.

O dinheiro desviado das negociatas com ditaduras pode ser distribuído das mais variadas formas. Diretamente lá fora, em negócios que a petralhada têm nos países beneficiados. Em algumas situações, como no caso de Angola, as comissões de corrupção são pagas com um ativo de fácil negociação no mercado internacional: diamantes. O risco que os corruptos correm é serem facilmente identificados na hora de vender as joias – geralmente negociadas em Amsterdã e Antuérpia, em operações rigidamente controladas pelos judeus.

A distribuição do dinheiro da corrupção também diretamente, em contas secretas mantidas pelos beneficiados diretos, por “laranjas” ou pelas empresas envolvidas em paraísos fiscais (o que é uma operação facilmente rastreável e de alto risco). Neste caso, a grana volta ao Brasil, lavadinha, disfarçada de “investimentos estrangeiros diretos”. Quando é internalizado no País, o “mensalão” é redistribuído aos esquemas de politicagem. Nada disso O Globo teve (ainda) condições de informar...

O artigo, publicado estrategicamente ontem como uma espécie de recadinho das Organizações Globo aos ataques petistas que vem sofrendo na área fiscal, aponta para o lado escandaloso das relações com Angola, de José Eduardo Santos e seus filhos: “Supõe-se que a maior fatia (US$ 5 bilhões) esteja destinada ao financiamento de vendas de bens e serviços para Angola, onde três dezenas de empresas brasileiras mantêm operações. Isso deixaria o governo angolano na posição de maior beneficiário do fundo para exportações do BNDES. O restante (US$ 1 bilhão) iria para Cuba, dividido entre exportações (US$ 600 milhões) e ajuda alimentar emergencial (US$ 400 milhões)”.

Escandaloso é o fato de o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, há 15 meses, ter classificado como “secretos” os acordos com as ditaduras, bem citadas por José Casado, de: José Eduardo Santos (Angola), Raul e Fidel Castro (Cuba), Robert Mugabe (Zimbabwe), Teodoro Obiang (Guiné Equatorial), Denis Sassou Nguesso (Congo-Brazzaville), Ali Bongo Odimba (Gabão) e Omar al Bashir (Sudão). Mais grave ainda, segundo Casado, é que os brasileiros estão obrigados a esperar mais 14 anos, ou seja, até 2027 para ter o direito de saber como seu dinheiro foi usado em negócios bilionários e sigilosos.

A não ser, caro Casado, que alguma arapongagem do Tio Sam acabe revelando o que existe nestes escatológicos negócios entre ditadores, empresários e políticos brasileiros. Se isto acontecer, a petralhada ainda vai reclamar que tudo é uma grande cachorrada (como a que o cãozinho Fifi fez na foto acima)

Twittagem

  
Animalesca


 Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Outubro de 2013.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

PresiDENTRO e presidentA

Esquema mensaleiro se prepara para ir às compras quando BNDESpar vender seus ativos bilionários

O sofisticado esquema mensaleiro, que faz aqueles crimes mal julgados no Supremo Tribunal Federal parecerem mero roubo da galinha estatal, prepara mais uma jogada bilionária. Os recursos desviados dos cofres públicos, nas mais variadas formas legalizáveis, vão inundar o mercado, lavando ou esquentando dinheiro, na hora em que o BNDES Participações começar a venda de parte de seus R$ 87,9 bilhões em ativos acionários de grandes empresas.

O Governo ainda não definiu o valor dos ativos que serão vendidos. Os corruptos brasileiros, junto com grandes investidores internacionais, já estão prontos para a ida às compras. Assim funciona o Capimunismo no Brasil. Bancado pelo Tesouro Nacional, que desde 2009 já lhe repassou R$ 300,2 bilhões o BNDESpar entra na formação das empresas – inclusive negócios de risco. Depois, quando interessa aos esquemas mafiosos, anuncia-se a venda das participações acionárias, como se fosse a operação privatizante mais honesta do mundo.

Os megaesquemas de corrupção fazem a festa, esquentando ou lavando o dinheiro desviado dos cofres públicos ou ganho em comissões milionárias de negociatas com prestadores de serviço, fornecedores de produtos ou empreiteiros que fazem negócios com governos, nas esferas Federal, Estadual e municipal. O esquema só seria descoberto se a Receita Federal, respaldada em ordem judicial, fizesse uma operação pente fino na evolução patrimonial nos parentes e pessoas próximas a quem trabalha na máquina pública tupiniquim.

O problema é que o Ministério Público e a Justiça não têm mecanismos legais para fiscalizar e coibir tal sistema sofisticadamente mafioso. Em quase todas as operações de grandes fusões ou aquisições de empresas, os capitais mensaleiros entram pesadamente, dispersos em “investidores” que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não consegue detectar. Um dia, de repente, alguém é midiaticamente pintado como “brilhante empreendedor”.

As máfias usam parentes de políticos ou “laranjas” de confiança para entrarem como “aplicadores” nos negócios de ponta. Grandes empresários, por conivência e conveniência, fazem vistas grossas para o jogo sujo. Seguem aquele velho ditado do Imperador Tito Flávio Vespasiano (9 a 79 DC) a seu filho: “Dinheiro não tem cheiro”. É nesta conjuntura fétida de corrupção que o capimunismo de Bruzundanga fabrica seus pretensos empreendedores ou falsos heróis do empresariado.

O crescimento das fortunas corruptamente construídas ajuda a alimentar novos negócios e constantes “investimentos” – principalmente no ano que antecede eleições. Este é o momento em que os esquemas mafiosos aproveitam para aplicar a grana que alimentou o “caixa 2” das campanhas anteriores. Assim, a corrupção ganha ares capimunistas. Aparentemente, tal ciclo de safadeza não terá fim no Brasil – a não ser que haja uma milagrosa revolução moral, cultural e econômica para transformar o Bruzundanga em um País capitalista de verdade.

Como tal projeto não interessa às “zelites” (como diria o chefão $talinácio), nada vai mudar e os corruptos se tornarão cada vez mais ricos e poderosos em nosso Capimunismo burramente selvagem.

No Brasil, prefere-se fingir que a corrupção tem corruptos e corruptores. Assim, ninguém é punido e todos participam dos esquemas. Eis mais uma Maldição de Bruzundanga – um País Capimunista dos infernos.

Créditos:
(© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 8 de Outubro de 2013.)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

EDUCAÇÃO: PROFESSORA DÁ MAU EXEMPLO

Professora Esquerdista Ilana Viana - UECE - ensinando como argumentar: "...

Como se estivesse bêbada, fora de si ou padecendo de histeria, a professora Ilana lança desafios com insultos e palavras de baixo calão à um grupo de policias educadíssimos, éticos e firmes na postura de excelentes profissionais, coisa que a tal professora demonstrou não ter.

De onde terá surgido uma figura como essa que envergonha a classe de professores em todo o Brasil e, quiza, no mundo? Será que bebeu? Por que estava fora de si? Histeria ou drogas? Como nada se pode afirmar chega-se, então, a conclusão que essa senhora, que ostenta o título de professora, é muitíssimo mal preparada para essa profissão; mal educada, anti-ética, sem moral. Seria até ofensa às pessoas de classes menos favorecida chama-la de favelada, "vileira" ou coisa que o valha.

Assistam o vídeo e vejam o perfil da educação no país; uma pessoa que diz ter curso de mestrado e doutorado se comportando como se estivesse num bate-boca  de favela.


Link para mais detalhes e fonte da notícia:
http://amigosdaguardacivil.blogspot.com.br/2013/08/guarda-de-fortaleza-ce-enfrenta-toda.html

domingo, 6 de outubro de 2013

MAIS MÉDICOS:

O problema não é os médicos estrangeiros; tampouco o descaso dos médicos formados no Brasil, tanto por eles próprios em relação a profissão que escolheram, como o governo que não cria condições de trabalho para que atuem no serviço público. 

O problema é maior e mais grave!

Enquanto deputados, senadores, ministros de estado e ministros dos Tribunais de Justiça na esfera federal; assim como o presidente da República, recebem mais de R$ 26 mil reais, os médicos têm salários no INSS que são miseráveis; mesmo com os R$ 10 mil oferecidos por esse recente programa ideológico partidário de uma presidente da república míope e tendenciosa.

Vejo que a vinda de médicos cubanos deveria vir acompanhada de uma séria análise da origem acadêmica desses profissionais pois, de uma "tacada só", dois mil médicos cubanos chegam ao Brasil.

Em um depoimento, de conhecimento público pois circula na internet, um desses profissionais deixou escapar o regime escravo em que estão inseridos nesse programa; 
fazendo com que o Brasil, signatário da carta dos direitos humanos, tão defendido pela secretária com status de ministra, Maria do Rosário, que se calou quando essa denúncia atingiu diretamente o governo infrator do PT, se tornasse aos olhos do mundo um país duvidoso para acordos internacionais.

Outros questionamentos, de importância crucial, são: 

Como apenas dois cursos de medicina em Cuba formaram tantos médicos da noite para o dia?

Qual a procedência acadêmica desses profissionais?

Qual o curriculum que ostentam?

Qual a fidedignidade de seus diplomas, para receberem o documento oficial do CRM?

Por que não se dispõem a fazer o "revalida"?

E muitos outros questionamentos que são necessários e obrigatórios quando se trata de um programa de acordo internacional firmado entre governantes sérios, o que parece não ser o caso dos governantes brasileiro e cubano, que se apadrinham ideologicamente em detrimento da nação.

Por outro lado é sério o problema da falta de médicos em regiões pobres de nosso país; por esse motivo qualquer engodo aformoseado, com adornos de verosimilhança, agradam aos necessitados que os recebem como a "salvação da pátria", e das sua vidas, lógico.

É fácil enganar aos necessitados; e é também muito feio, anti-ético, anti-nacionalista e contra o povo. Mas como nacionalismo é palavra ingrata aos "petralhas" pois seu nacionalismo é parte da ditadura comunista, fazem de uma ideologia a mentira do século e com isso, ludibriando uma nação inteira, cega por suas necessidades, cravam no solo brasileiro uma bandeira estrangeira para se locupletarem aqui e acolá.

Salvam a pátria cubana, que vive na miséria; e levam a nação brasileira, deliberadamente, ao caos político e ao perigo ideológico esquerdista de uma ditadura chamada do proletariado mas que, na verdade, é a dos encastelados no poder por conta da miséria humana.

Os brasileiros que cuidem da sua pátria enquanto há tempo; ou tomam atitudes urgentes e drásticas agora ou não haverá coisa alguma a fazer em pouco tempo.

Nunc aut numquam!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

AGITADORES COMUNISTAS DESFRALDAM A BANDEIRA CUBANA EM MONUMENTO EM SP, ENQUANTO A BANDEIRA BRASILEIRA É ULTRAJADA COM A FOICE O MARTELO!

Quando os Guardiões da Pátria permitem que a Ordem seja pervertida, de duas, uma: ou a autoridade apoia a perversão; ou é frouxa... Duas atitudes incompatíveis com o sagrado juramento!

Quando um juramento nada vale, tudo está perdido!






Pelo Twitter, leitores enviaram essas duas fotos acima. A primeira é no Ibirapuera. Militantes do PT sobre o monumento dos Bandeirantes desfraldam a bandeira de Cuba e também estandartes vermelhos.


Na foto de baixo, uma passeata em Porto Alegre, militantes comunistas ultrajam o Pavilhão Nacional, com a foice e o martelo, o emblema comunista, no centro da Bandeira do Brasil.

O TENENTISMO NO SÉCULO XXI


Em inúmeras oportunidades, enfatizamos a leniência das autoridades militares diante de diversos desmandos do anterior e do atual desgoverno em relação à sociedade e às próprias Instituições Militares que amiúde são vilipendiadas.
O silêncio dos chefes militares para muitos atingiu às raias do incompreensível, e impressiona a ausência da menor tentativa de demonstrar um recatado gesto de desagrado.
Quando relembramos os sapos engolidos durante a vigência petista, coroando um revanchismo que parece não ter fim, nos deparamos com a inefável Comissão da Verdade e a trilha de investigações que a famigerada camarilha percorre na tentativa de massacrar o Estamento Militar.
Com estardalhaço, a mídia estampa que agora investigam a morte do Jango, do Juscelino, de índios, e assim sem limites e sem o menor senso, a cada dia querendo apossar - se de qualquer coisa que possa aviltar ainda mais o seu arcaico inimigo, as Forças Armadas.
Vimos que por razões desconhecidas, as autoridades militares quedam - se à espreita ou à espera.
Como historiador, ao escrever “A Formação da Identidade do Exército Brasileiro através de sua Evolução Histórica”, obra considerada de pouca profundidade pelos entendidos, entre outras, abordamos o envolvimento de militares nas revoltas de 1922, 1924, 1930 e 1932.
Naqueles eventos históricos, tivemos o que foi chamado de “tenentismo”.
“Quando o Governo está com a lei, a Força Armada deve apoiá - lo, ainda que haja de combater o próprio povo. Quando, porém, os governos mutilam a lei e desrespeitam a Constituinte, compete à Força Armada colocar - se ao lado destas, ainda que seja mister destruir o poder constituído” , Juarez Távora, enunciando a Doutrina do Tenentismo.
Tendo em vista a magnitude das consequências para a conformação da Identidade do Exército Brasileiro, cumpriu - nos analisar o amplo espectro que conformava o comportamento dos militares da época:

“Jovens oficiais constituíram um núcleo de idealistas, que sem a ação inibidora  dos superiores hierárquicos, arvoram - se em salvadores da Pátria.
Praticamente, abandonaram a hierarquia e a disciplina e indignados com os governos da época  e  participaram ativamente das ações contra os seus governantes.

Imbuídos de autêntico idealismo, aqueles militares insurgiram - se contra a falência do Estado, que acobertava uma desmoralizada máquina administrativa e promovia o crescente protecionismo governamental, e se mostrava incapaz de eliminar as divergências políticas e os antagonismos...

Apesar do desgaste provocado pelo tenentismo, como fonte de indisciplina e de quebra da hierarquia, sublinhando de certa forma a insatisfação e a descrença dos mais jovens para com a capacidade dos superiores na implantação das medidas necessárias ao atendimento de aspirações relativas às melhorias da Instituição, e pior, inoculados pelo viés político de sua formação, extravasaram suas insatisfações para os níveis governamentais, arvorando - se em instrumento capaz de impor uma nova ordem, em atenção aos anseios sociais”, Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Historiador.

Hoje, por ora, os chefes militares podem estar às voltas apenas com as suas consciências e decidiram aquietar - se como se nada estivesse acontecendo.
Porém, é bom colocar as barbas de molho, pois assim, como os oficiais de maior posto, preocupados em futuras promoções, buscam resguardar - se de complicações; os mais jovens sejam oficiais sejam sargentos não possuem limitações deste tipo, e eles como os tenentes do início de século XX, podem, esquecendo - se das amarras impostas pela hierarquia e pela disciplina, assumirem as rédeas de uma revolta contra a atual tirania.
Que os chefes militares meditem e se preocupem com este cenário que poderá explodir em suas faces, se nada for feito.
Quem alerta amigo é, ou pelo menos, um desmancha prazeres.
Valmir Fonseca Azevedo Pereira, 
General de Brigada Reformado
Presidente do Ternuma.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

NÃO VAMOS BRINCAR COM COISA SÉRIA!

Muitas vezes, movidos pela intenção da denúncia e pelo abuso de nossos governantes, publicamos informações condenando-os por "isso e aquilo". É claríssimo que os políticos brasileiros não têm dado a devida atenção ao desenvolvimento da sua atividade e que, muitos, a transformam em profissão, mesmo que não tenham aptidão para esse tipo de trabalho. 

Sabemos também que os culpados pelo mandato desses pústulas que estão no poder é o próprio eleitor, sem desculpas! 

Entretanto, devemos ser honestos, sérios, claros, objetivos e fidedignos quando postamos denúncias, sob pena de elas caírem no vazio e na vala do senso comum, não produzindo qualquer efeito significativo. 

Arrastam-se processos no STF contra políticos, alguns claramente culpados, mas ainda não condenados. Outros, claramente inocentes, mas já condenados pela boca das redes sociais. Não os defendo, defendo a Verdade, sem ela nada faremos. Mas absurdo como a invasão por hackers no site da Polícia Civil de São Paulo, postando informações mentirosas, servem apenas para o riso e a chacota desses brincalhões levianos; e servirá também para manipular os incautos, induzir ao erro cidadãos interessados na verdade e transformar a luta por uma sociedade digna em um grito sem eco que nem mesmo a justiça ira considerar. 

Não sejamos motivo de escárnio para políticos sem-vergonha que riem de nosso esforço em busca da moralidade e da decência. Estou disposto à luta para um País pujante mas não me proponho a brincadeiras e a leviandades!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O IMPÉRIO LESA PÁTRIA DOS ROTHSCHILDS NO BRASIL

O Brasil comprou a Independência!
Em 1818, o viajante inglês Henry Koster, depois de nos ter visitado e observado, escrevia que "O Brasil mudara de metrópole, cessando de depender de Portugal para se tornar colônia da Grã Bretanha". Este conceito era pesado, mas justo. E acrescentava outro, fundamentado no que ouvira, durante a sua estadia: no nosso país só os ingleses podiam viver bem. É a consequência do "empréstimo da corôa portuguesa". Afirmava Oliveira Martins: "O inglês reinava mercantilmente sobre a inépcia portuguesa". Conseqüentemente reinaria sobre a então melhor colônia do Reino. 

Esse domínio vinha de longe, do Tratado Methuen de 1703, como o reconhecia o próprio marquês de Pombal numa carta. Até 1822 o Brasil era colônia de Portugal. 1650-1850: Portugal extraiu do Brasil 75 mil quilos de ouro, equivalente 1,2 bilhão de dólares (2000). Durante mais de 300 anos enviamos à metrópole minérios, madeira, pedras preciosas, impostos, e toda sorte de riquezas sem que tenhamos recebido um só centavo de reparação por esta sangria. 

Dívida do Império


O primeiro empréstimo externo do Brasil foi obtido em 1824, no valor de £ 325482 milhões de libras esterlinas e ficou conhecido como "empréstimo da Independência", destinado a cobrir dívidas do período colonial e que na prática significava um pagamento a Portugal pelo reconhecimento da independência. Enfim, estendemos a sacola aos banqueiros de Londres, pedindo o favor de um empréstimo e combinamos que seria lançado naquela praça em duas vezes.



O contrato da primeira dívida foi assinado em 20 de agosto de 1824, entre o marechal de campo Felisberto Caldeira Brant, mais tarde marquês de Barbacena, e o conselheiro Manuel Rodrigues Gameiro Pessoa, mais tarde visconde de Itabaiana, e as casas bancárias Baseth Farquhar Chrawford & C.ª, Fletcher, Alexander & C.ª Thomas Wilson & C.ª. O da segunda foi realizado pelos mesmos com o banqueiro Nathan Mayer Rothschild. 



A autorização para o contrato de empréstimo foi dada pelo decreto de 5 de janeiro de 1824, sendo ministro da Fazenda Mariano José Pereira da Fonseca, mais tarde visconde e marquês de Maricá. É a primeira vez que esse nome, famoso por muitos títulos nos anais da finança internacional, aparece na nossa história. Nunca mais sairá dela: Os brasileiros devem manter bem guardada a lembrança da data: – 12 de janeiro de 1825.



Para que Portugal aceitasse a independência do Brasil, D. Pedro I ofereceu que o Brasil assumisse a dívida externa que Portugal tinha com a Inglaterra. D. João VI foi embora do país deixando os cofres vazios, levando até o ultimo grama de ouro e prata. O país nasceu para a vida independente batendo nas portas dos banqueiros britânicos para poder bancar a rapina que foi o processo de independência.



Nesse dia, os Rothschilds puseram o pé sobre a nossa cabeça. Passamos a pertencer-lhes e durante cem anos para eles trabalhamos. Entretanto, embriagada pela vã palavra de liberdade, a nação se divertiu com a Abdicação, as rebeldias da Regência, a Maioridade, as guerras do 2.° Império, a Abolição e as revoltas da República, entremeadas de quedas de gabinetes, de mudança de regimes, de sucessões governamentais e de ditaduras, enquanto que, por trás dos bastidores, só os banqueiros, de mãos dadas aos políticos, a governavam e a exploravam.



A urubuzada do ghetto financeiro da City Londrina se atirou sobre a presa recém-nascida. Se não, vejamos: Richard Campbell Baseth, David Colvin, John Farquhar e James Gathorne Remington, formando o consórcio – Baseth, Farquhar, Chrawford & Cia.; Edward Fletcher, James Alexander, Henry Pascher e Charles Dashwood Bruce, formando o Fletcher, Alexander & Cia.; e Thomas Wilson & Cia. Guardai na memória os nomes! Alguns ainda remanescem em negociatas por aqui... É a terceira geração que ainda quer os restos da carniça que engordou a primeira e engordou a segunda.



Já é tempo de dizer a verdade ao povo brasileiro. Ela não consta, senão veladamente, nos documentos oficiais. Calou-a sempre a boca mentirosa ou covarde dos políticos do liberalismo. Embora acusados pelos comunistas de servirem ao capitalismo, os Integralistas são os que até hoje têm tido a coragem de pregá-la. Não é suficiente dizer que a família Rothschild detém tanto os títulos brasileiros que com eles constitui o dote de suas filhas noivas.



Cada milhão de libras da primeira operação nos foi dado pelo prazo de 30 anos, com 1% de amortização, 5% de juros anuais e tipo de 75, o que quer dizer que recebemos £ 750.000, mas ficamos devendo £ 1.000.000. A margem de £ 250.000, linda soma naquelas priscas eras, ficou soi-disant para as despesas do empréstimo e, sobretudo, para ser repartida entre os intermediários: os de lá e os de cá. Nessa margem, está o segredo do êxito dessas operações e da pressa de certos homens de Estado em fazê-las. 



Quem duvidar procure a obra já citada de Castro Carreira e leia o texto do leonino instrumento pelo qual fomos vendidos aos banqueiros de Londres. Os negociadores desse pacto, Barbacena e Itabaiana, eram íntimos e se tratavam em carta por amigo do coração. O primeiro fora acreditado plenipotenciário do Brasil na Grã- Bretanha por uma carta credencial de 12 de agosto de 1822. O segundo fora incumbido especialmente dos ajustes para o reconhecimento da independência. As instruções para tratarem do empréstimo lhes foram enviadas em 1824 pelo ministro e secretário de Estado visconde de Maricá. 



Apesar da opção contratual, os banqueiros Wilson e todo o seu numeroso bando não tomaram a seu cargo o lançamento da segunda operação do empréstimo. Não há no Tesouro nenhum documento, nem nos livros, publicações e correspondências do tempo qualquer referência que elucide o caso. Claro está que não pode ter sido por prejuízos havidos, embora Barbacena se refira a uma baixa imediata dos títulos. Nós sabemos bem como funcionam as altas e baixas ao sabor das mais indecorosas especulações. O negócio foi dado a outro, que o aceitou com todos os riscos, mau grado as perdas aludidas.



Wilson e sua corja não fizeram a menor reclamação. Pois o urubu-rei descera das alturas onde reinava desde que a Inglaterra encadeara nas rochas de Santa Helena a águia napoleônica. Toda a urubuzada, camirangas, unas, tingas, e carcarás afastou-se respeitosa, afim de que Sua Majestade examinasse o repasto e visse se era digno de seu real bico. A Velha Guarda morrera sob a metralha de Waterloo para que a sombra de outras asas substituísse na face do mundo a sombra colossal daquelas que se tinham começado a fechar com o calor da Espanha e o frio da Rússia. E essas asas eram asas de abutre...



Temos de admitir uma intervenção forte e discreta, se não secreta, que arredou a malta-mirim dos Wilson, Fletcher, Bazeth, Farquhar et reliqua, entregando o bolo definitivamente à família-assu, a quem os inefáveis mistérios da alta finança internacional reservavam o direito de exploração do Brasil. O feliz mortal escolhido foi — como se viu e ainda se verá — Nathan Mayer Rothschild! Este nome está preso a toda a engrenagem financeira mundial do começo do século XX a cujo "poder colossal" em uma de suas próprias cartas Barbacena se refere com respeito. 



Os Rothschild comeram sozinhos essa margem sem se engasgarem. Dos 4% da corretagem atiraram a Barbacena e Itabaiana 2%. Baependi, mais tarde, tanto quanto lhe permitiam suas funções e a linguagem oficial, se horrorizava com a negociata. "Quem pode deixar de notar - escrevia - que se peça dinheiro na Europa com grandes sacrifícios e não menos risco do crédito nacional para se pagar no Brasil parte dos juros que se deviam...". 



A esse parecer Barbacena replicava com uma Exposição brilhante, mas não muito convincente. "Com esse empréstimo, reconhece Jacob Cavalcanti, iniciou-se o prestígio da família Rothschild no crédito do Brasil, a que tem prestado assinalados serviços". O grifo é meu e tudo quanto se contem neste texto me autoriza a fazê-lo.



Nas negociações levadas a efeito para obter os 325482 milhões de libras esterlinas nos prenderam para sempre o jugo inglês. A única coisa em verdade convincente é o poder colossal de Rothschild que Barbacena reconhecia por escrito. E, quando lemos escritores como Draper, encarniçados contra o grande poder do antigo Papado, sorrimos de piedade dos homens que renegam um poder espiritual, mas se abaixam diante dos Papas do dinheiro... 



Por esse preço fomos vendidos aos banqueiros ingleses ainda no berço! Os juros elevaram-se quase a quatro vezes o capital. Somando as comissões, que suprimida da conta para torná-la mais clara, temos o custo total de 60 mil contos. Foi quanto demos em espécie por 12 mil, além das condições onerosas e perpétuas, isto é, cinco vezes mais. E não se diga nada: é negócio honesto. Pode ser legal, não duvido. Licito é que não foi e nunca será.



Logo a responsabilidade sobre essa quantia retirada é do governo que estendeu a mão pedinchona. Mais tarde, aproveitando as baixas, os banqueiros vão adquirindo os títulos e apertando as rédeas da nação escravizada. Deixam unicamente, neste ou naquele país, certo numero de proprietários de cautelas, que servem para as reclamações e as constantes ameaças de intervenções estrangeiras com bandeiras nas alfândegas. Esses truques têm um século já e são mais do que conhecidos. Começam a impressionar muito menos do que impressionavam...



É curioso, antes de prosseguirmos, ver ligeiramente como os referidos banqueiros procedem a essas frutuosas negociatas. Lançam o empréstimo na praça, ficam com certo número de cautelas e o público, os tomadores, com o resto. Depois, eles vão comendo as comissões de venda e de recebimento de juros, tendo posto o pé nos negócios dum país sem despender quase nada.



Guerra do Prata (1851-1852)



D. Pedro I solicitou empréstimos à Inglaterra para financiar a Guerra do Prata, disputando com a Argentina a Província Cisplatina, atual Uruguai, e o seu trigo. O Brasil foi joguete da política inglesa de tentar impedir a formação de um grande país. As Províncias Unidas do Prata). Cerca de 100 mil brasileiros foram mortos, de um exército composto por 200 mil brasileiros em guerra (maior efetivo que o exército atual). E afinal a Inglaterra logrou vetar a anexação desses territórios. O Brasil venceu a guerra e não levou nada, só o aumento de sua dívida.



Vale notar ainda que, em grandes quantias assim, a taxa de juros de 5 % é a mais alta que a decência permite cobrar. Tudo o que exceder daí entra no domínio da mais indigna usura. Até 1857, quando o Banco de França obteve liberdade de taxas de juros, a legislação francesa não permitia empréstimos, particulares ou não, a mais de 5 %.



A garantia que demos aos banqueiros foi a hipoteca das rendas das alfândegas. Devíamos acabar os pagamentos em 1854. Não o pudemos e os credores magnânimos prorrogaram o prazo por mais dez anos, isto é, até 1864. Desta sorte, o primeiro dinheiro que tomamos emprestado na aurora do Império, nos escravizou até o raiar da guerra do Paraguai!



O Bolivian Syndicate (1877-1903)


Entre 1877 e 1879, o Nordeste brasileiro foi assolado por terrível seca. Milhares de sertanejos migraram para a região do Solimões e seus afluentes. Com isso, a exploração do látex ganhou impulso. A região passou a ser chamada pelos brasileiros de Acre. Preocupado em afirmar sua soberania e em impor uma estrutura fiscal na região, o governo boliviano instalou postos alfandegários e fundou a localidade de Puerto Alonso.


Liderados por José Carvalho e utilizando armas de caça próprias e outras fornecidas pelos seringalistas, os brasileiros expulsaram os bolivianos. Em 24 de janeiro de 1899, os brasileiros criam uma Junta Revolucionária para administrar a região. Em 14 de julho do mesmo ano, Luís Galvez, o aventureiro espanhol que vivia no Amazonas, proclama o Estado Independente do Acre. Luís Galvez forma um governo provisório, apoiado pelas autoridades amazonenses.



A Bolívia teve dificuldade para expulsar os brasileiros da região. O Governo Boliviano entrou em acordo com o governo dos Estados Unidos, então presidido por William McKinley (1897-1901), cujo chefe de Estado norte-americano, que já havia mostrado sua postura imperialista ao guerrear com a Espanha e lhe arrebatar Cuba, Porto Rico e as Filipinas.



Os EUA apoiaram a criação de um syndicate (companhia de interesses), um consórcio formado com capitais alemães, britânicos e, sobretudo, americanos. Dois dos principais participantes do Bolivian Syndicate eram os Rothchild (Família mais rica da Terra) cujo representante nos EUA era August Belmont, tido como filho bastardo do Barão de Rothschild e os Roosevelts, da qual sairiam dois presidentes dos Estados Unidos: Theodore (1901-09) e Franklin (1933-45).



A Bolívia criou uma empresa que se chamava Bolivian Sindicate com a meta de explorar a produção de borracha no Acre. Essa empresa lançou ações nas bolsas de Londres e Nova Iork, querendo atrair o interesse de investidores ingleses e americanos de garantir um Acre boliviano. O consórcio pretendia assumir a extração do látex acreano com uma redução de 50% nas tarifas de exportação. Em troca, forneceria ajuda bélica e financeira para a Bolívia contra o Brasil. Assim, o exército boliviano poderia expulsar os brasileiros lá estabelecidos.


August Belmont
O governo de La Paz alimentava a esperança de que os Estados Unidos exercessem pressão sobre o Brasil na questão em andamento. Galvez é afastado do governo provisório e a liderança dos seringueiros. José Plácido de Castro, um jovem engenheiro gaúcho recém-chegado ao Acre, assume tal liderança. Em 1901, as tropas bolivianas tentam retomar a área, sendo mais uma vez derrotadas pelos brasileiros. A situação continua tensa, com choques esporádicos entre as duas partes, sempre favoráveis aos brasileiros.


O Bolivian Syndicate fica incapacitado diante das iniciativas brasileiras. O governo dos Estados Unidos teme a eclosão de uma guerra na região. O governo boliviano se vê sem o respaldado do governo dos Estados Unidos. Rio Branco oferece a Bolívia, 114 mil libras (moeda britânica) a título de indenização. O Bolivian Syndicate desiste de suas pretensões sobre o Acre quando Rio Branco lhe ofereceu 114 mil libras (moeda britânica) a título de indenização.



Com a desistência do Bolivian Syndicate, Theodore Roosevelt, o novo presidente dos Estados Unidos, afasta-se da questão acreana. Sozinho contra o Brasil, e sem condições de quebrar a resistência de Plácido de Castro e seus comandados, o presidente boliviano Pando aceita as condições oferecidas pelo Brasil.

Em 1902, Francisco Rodrigues Alves assume a Presidência do Brasil. O Barão do Rio do Branco é designado para chefiar o Ministério das Relações Exteriores. Sob o pretexto de proteger os brasileiros do Acre, mas também visando pressionar os bolivianos, o Brasil envia tropas provenientes de Mato Grosso para a fronteira. Unidades da marinha de guerra simultaneamente concentram-se em Manaus, prontas para intervir no conflito se ele viesse a ocorrer.

No Tratado de Petrópolis, assinado em 17 de novembro de 1903, a Bolívia cede o Acre ao Brasil. Em troca, recebe uma pequena área no Pantanal Mato-Grossense, uma indenização de 2 milhões de libras e o compromisso de que o Brasil construiria, no noroeste de Mato Grosso (atualmente Rondônia), uma ferrovia por onde o estanho boliviano pudesse ser escoado para o exterior. Em suma, O Barão do Rio Branco subornou o Barão de Rothschild para obter a desistência do Bolivian Syndicate sobre o Acre.

O Barão de Mauá


Apesar de um início que parecia promissor, a "era Mauá" não conseguiu durar muito tempo. Suas iniciativas modernizadoras encontravam um forte revés na manutenção da estrutura colonial agro-exportadora e escravista e na concorrência com empreendimentos estrangeiros, principalmente ingleses. Defensor da soberania brasileira, Mauá foi levado à falência por defender interesses nacionais em ferrovias, em detrimento dos negócios dos Rothschild (seu parceiro nos empreendimentos). 
Quando os Rothschilds estabeleceram-se no Brasil, vieram para ficar aqui permanentemente. Eles vieram no século 19. Os Rothschilds e outros interesses britânicos desempenharam um papel importante no sistema ferroviário do Brasil, que se tornou lei em si. Mas foi a City londrina (centro financeiro de Londres) quem levou à falência o Barão de Mauá, o lendário Irineu Evangelista de Sousa, fundador do Banco do Brasil, no tempo de D. Pedro II.

Esses, inescrupulosos pelo lucro, não mediam esforços, praticando as mais violentas sabotagens contra o empresário brasileiro, como o incêndio provocado que destruiu a Ponta de Areia em 1857. Outro fator que contribuiu para impedir a consolidação das iniciativas de Mauá foi a reformulação da tarifa Alves Branco pela tarifa Silva Ferraz em 1860, que reduziu as tarifas alfandegárias para máquinas, ferramentas e ferragens, favorecendo os interesses do capital estrangeiro.

Título do falido Banco Mauá
Os banqueiros Rothschild, que comandam nossa dívida externa desde 1825, na gestão de Dom Pedro I - aquele declarou o Brasil "independente" de Portugal, mas dependente dos ingleses - são os verdadeiros controladores do mundo. A justiça inglesa, sem se fazer de rogada, considerou prescrita a dívida, favorecendo a S. Paulo Railway e levando Mauá à falência. O Barão vendeu a maioria de suas empresas a capitalistas estrangeiros.

Dívida da República


Entre 1898 e 1911, o Brasil não pagou a dívida externa. Depois, abriu negociação com os banqueiros da casa Rothschild & Sons para voltar aos pagamentos. Em troca, o Brasil teve que hipotecar as rendas da Alfândega do Porto do Rio de Janeiro; adotou um programa de cortes dos gastos públicos; aumentou os impostos e os bancos privados passaram a fiscalizar as contas públicas. Na época não existia o FMI, mas o receituário foi o mesmo.


Dívida da Era Getúlio


Em 1930 o governo federal destinava 25% de tudo que ganhava com as exportações para o pagamento da dívida externa. Em 1931 o governo Getúlio Vargas suspendeu o pagamento da dívida externa e fez uma Auditoria. Comprovou que apenas 40% do total da dívida estava baseada em contratos escritos. Dos demais 60%, não foi encontrado qualquer documento que comprovasse sua existência. Assim, negociou com os credores o cancelamento de grande parte da dívida externa, o que viabilizou a política de promoção do desenvolvimento industrial do Brasil.



A dívida ilegítima dos anos de chumbo


Foi a partir da ditadura militar na década de 70, que a dívida externa assumiu um ritmo de crescimento exponencial. A escalada do preço internacional do petróleo provocou uma grande oferta de petrodólares que, depositados nos bancos dos países ricos pelos produtores de petróleo, foram oferecidos aos países periféricos através do mercado financeiro internacional a juros muito baixos e taxas flexíveis. Assim, a dívida aumentou 42 vezes, pulando de US$ 2,5 bilhões de dólares em 1964 para US$ 105 bilhões de dólares em 1985.



A crise da dívida dos anos 80 


Um desequilíbrio financeiro, a tendência à escalada da inflação e a necessidade de dólares para manter a guerra do Vietnã leváramos EUA a elevarem sua taxa de juros doméstica no início dos anos 80 da média histórica de 4% até 19,08%, provocando uma repatriação dos dólares que estavam no exterior e uma valorização dessa moeda no mercado internacional, o que elevou o valor da dívida externa em dólares dos países empobrecidos.


Para viabilizar o pagamento da dívida, em 1983 o governo militar brasileiro negociou um empréstimo no FMI, aceitando submeter-se à política econômica do Fundo.



A dívida na década neoliberal (Dívida Pública)


A dívida pública interna é a soma das dívidas em moeda nacional de todos os órgãos do Estado brasileiro, incluindo o Governo Federal, estados, municípios e empresas estatais. A dívida pública externa, por sua vez, é paga em moeda estrangeira. As duas têm causas e conseqüências distintas, embora tenham implicações uma sobre a outra.



A dívida na década neoliberal

Nos anos 90, o governo brasileiro ampliou o espaço da economia para capitais estrangeiros. Reduziu impostos sobre importações, provocando uma invasão de bens importados e uma crise no setor produtivo nacional. Carente de dólares para financiar as importações, atraiu capital estrangeiro ao país por meio da emissão de títulos da dívida pública.


Os estrangeiros passaram a adquirir títulos remunerados pelos juros mais altos do mundo. E o capital nacional aproveitou para se valorizar sem ter que fazer esforço. As altas taxas de juros tornaram o financiamento da dívida pública um negócio muito mais atrativo do que o investimento produtivo.


Além da maior lucratividade, o risco de se emprestar dinheiro ao governo é quase nulo. Bancos e empresas nacionais passaram a tomar empréstimos no exterior - a juros mais baixos - e repassá-los ao governo em troca de juros muito maiores.


Dívida dos oito anos de FHC


Entre 1995 e 2002, governou Fernando Henrique Cardoso. Prometeu não mais recorrerão FMI nem submeter-se às suas condicionalidades. Ao contrário, aumentou a vulnerabilidade externa do Brasil, permitiu que o efeito da crise financeira de 98 e 99 fosse devastadora para a economia nacional. A Dívida  Externa era de 148 bilhões de dólares em 95 e foi passada para Lula em dez/2002 valendo US$ 210 bilhões.


Neste meio tempo, o país pagou US$345 bilhões aos credores externos e perdeu muito mais de US$100 bilhões de patrimônio público por conta das privatizações, feitas em nome do pagamento das dívidas. A Dívida Interna, nesse período, passou de R$ 60 bilhões para R$648 bilhões. A Dívida externa alcança a casa dos 197,4 bilhões de dólares e a dívida interna chegou a R$ 1,149 bilhões, ambas em outubro de 2006.



A Era Lula


Todo mundo deve se lembrar que quando Lula elegeu-se presidente em 2002, o risco país (capacidade do país honrar ou não seus compromissos.) foi ao céu. O termo risco-país foi criado em 1992 pelo banco americano JP Morgan Chase para permitir, a seus clientes (investidores), tomar a decisão de investir ou não em determinado país. É um número que mede o nível de desconfiança ou risco dos mercados financeiros em relação aos países emergentes.



Quanto mais alto for este número, maior será a possibilidade deste país vir a dar um calote na dívida. Isto afasta os investidores, logo o país terá de oferecer juros mais altos para convencer os investidores a comprar seus títulos - é um prêmio pelo risco. Este indicador associado a outros fatores sinaliza para gestores de fundos a tomarem a decisão de investir ou não, em um determinado país. Naquela ocasião foi um "salve-se quem puder": os investidores correram para fora do Brasil. 



Então veio bater na porta do Sr. Lula da Silva um cara chamado Mário Garnero. Ele é um apadrinhado dos Rothschild aqui no Brasil. Garnero ofereceu-se para aproximar o PT e o mercado e pôs sua rede de contatos para operar. Articulou uma viagem de José Dirceu aos Estados Unidos que incluiu desde palestras para investidores no banco Morgan Stanley até visitas a gabinetes de altos funcionários em plena Casa Branca. Pela primeira vez, o partido foi tratado como alternativa real de poder no Brasil. A partir daí, o PT passou a ver Garnero como um parceiro, tanto que Dirceu recomendou ao presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, que o procurasse.


Então ele levou Lula para conhecer os Rothschild (na poderosíssima House of Rothschild). Foram prometidos muitos investimentos no Brasil e etc. Hoje esse Mário Garnero tem passe livre em Brasília. E todo mundo vê que essa promessa dos Rothschild está sendo cumprida. Mas em 2006, talvez numa troca de favores, o governo mudou a lei para permitir que o grupo Rothschild Bank, comprasse 12,5% de participação no Banco do Brasil.

(Fonte: O Ensaista e "Brasil, Colônia de Banqueiros" - história dos emprestimos de 1824 a 1934 - de Gustavo Barroso, ex-Presidente da ABL)