sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

HONESTINO GUIMARÃES, O "DEMOCRATA"

Mais depoimentos de Miriam Macedo:

Honestino Guimarães*, o "democrata"

      Meu compromisso é com a verdade, eu não discuto com a realidade, eu a aceito assim como ela se me apresenta. As coisas são como são. Vou contar uma experiência pessoal, com a ressalva de que eu era uma 'inocente inútil', sem qualquer importância como quadro revolucionário.
      Fui presa em junho de 1973, em Brasília, pouco antes da prisão de Honestino Guimarães (ele foi visto pela última vez, em setembro daquele ano). Eu fazia parte de uma célula da Ação Popular Marxista Leninista - APML, a mesma organização de Honestino. Na verdade, eu nem sabia direito a que eu estava ligada, o 'segredo' fazia parte das normas da casa. Se alguém caíssse...
      Durante alguns meses, eu recebi aulas de doutrinação marxista em reuniões secretas cercadas de rigorosas normas de segurança: tinha de trocar de táxi várias vezes, ninguém sabia ou pronunciava o nome de ninguém, eu não contava nem para o namorado ou gente da família o que fazia etc). Com 19 anos, participar da 'revolução' era o máximo. Passada a fase de aliciamento e doutrinação, eu já estava sendo preparada para a 'práxis': tinha sido escalada para trabalhos com a 'massa', na periferia do Distrito Federal, mas fui presa antes, graças a Deus(sic).
      As análises do 'momento histórico' nestas reuniões tinham enfoque nitidamente revolucionário. A proposta era de destruição do Estado burguês capitalista, instalação da ditadura do proletariado/campesinato (a APML era maoísta) ) e nenhuma negociação com a velha ordem burguesa.
     Usar os instrumentos da democracia, como eleições, liberdade de imprensa, aparato jurídico, habeas corpus etc - para permitir e acelerar a tomada do poder para a implantação do comunismo - era um dever do militante revolucionário.
      Marx e Lênin nos explicavam que 'liberdades democráticas' eram apenas instrumentos da burguesia para oprimir o verdadeiro sujeito da História: o povo trabalhador. (Comunismo democrático é contradição em termos, todos sabemos).
      A instalação de uma ditadura comunista era a proposta de todos os grupos de luta armada no Brasil, àquela altura. E também de grande parte da esquerda não engajada diretamente nas organizações. Admitamos e confessemos:todos nós sonhávamos com o comunismo.
       A fórmula é esta: a vanguarda revolucionária luta para tomar o poder, que será concentrado em suas mãos para que ela faça as modificações que achar necessárias à transformação radical da vida humana e do mundo. E, por lutar para concretizar tão nobre (e hipótetico) futuro, o revolucionário está acima de qualquer julgamento da espécie humana. No final, a História o absolverá.
      Esta é a essência da mentalidade revolucionária até hoje. Esta é a verdadeiro ideologia que a organização a que pertencia Honestino Guimarães professava. Não sou eu que quer assim. É assim, foi assim. As provas documentais de que esta é a verdade estão à disposição de quantos queiram conhecê-la(s). Existem dezenas de páginas só de fontes primárias sobre o assunto.
      Se Honestino Guimarães é herói de tantos que o cultuam como 'o mártir que a ditadura militar assassinou', nada tenho a ver com escolhas pessoais. O meu assunto é outro. Eu estou interessada na verdade.
      Repito: é inegociável a condenação incondicional da tortura, da violência e do desrespeito aos direitos humanos de militantes da esquerda. O Estado não pode torturar, matar e desaparecer com um único cidadão.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

PENSÃO ALIMENTÍCIA: Um Bom Negócio!

A pensão alimentícia, tanto a paga pelo homem (quase sempre é o homem quem paga) quanto àquela que poderá ser paga pela mulher, deveria ser efetivamente para o alimentando; mas nenhum Juiz controla isso. Aplica-se a "pena" e está encerrado o caso. O "prejudicado" depois que procure seus direitos.

O triste de tudo isso é que, no meio da confusão, está o filho(a).


Mas nos dias de hoje quem está interessado no sentimento da criança? a mãe? o pai? o juiz? os advogados? ou, metendo o bedelho como quem se acha guardião da criança, a promotoria pública?


Pasmem, ninguém está pensando no bem da criança! Pior, tem promotores que se acham os psicólogos da questão e dão pareceres os mais esdrúxulos possíveis.


Quando aqui me refiro a "bem" não é o mesmo que entende o juiz. Bem, para mim, o maior bem, é o sentimento. E todos esses "intermediários" que mencionei agem como se a criança não tivesse sentimento.


Uma teoria espírita diz que os filhos escolhem seus país; minha teologia não é suficientemente madura para poder se contrapor a essa teoria mas, se assim for, a responsabilidade dos genitores torna-se mais evidente.

Ninguém procria sozinho, ainda. Homens e mulheres são responsáveis pelo nascimento de um outro ser; mas nem sempre essa responsabilidade está clara.

Muitas mulheres engravidam pensando na pensão alimentícia que irão receber, outras engravidam sem ter consciência da responsabilidade futura; outras ainda, engravidam sem nem saber porquê. É claro que o homem também tem a responsabilidade sobre uma gravidez mas, não está alardeado pelo mundo inteiro de que a mulher é dona do seu corpo? Que a mulher é quem decide sobre uma possível gravidez? Não é a mulher que reinvidica o direito ao abortamento por decisão exclusivamente sua?

Mesmo que o homem queira um filho é a mulher quem decide se aceita ou não uma gravidez. Isso não se discute mais. No mundo moderno, das relações abertas, das mães da produção independente, o homem tornou-se, para algumas, um objeto de uso descartável. A própria televisão, com suas novelas "educativas" apresenta personagens que "ensinam" às mulheres formas de relacionamentos amorosos do tipo pilha alcalina, é boa enquanto dura; e a duração do relacionamento é sempre efêmera. Exemplos de descarte estão não somente no meio artístico, mas é deles que se colhe as informações quase diárias do casa-descasa. Pior é que de cada "casamento" resulta um ou dois filhos.
A vida comum não é diferente da vivida por artistas. Muitos filhos são gerados sem nenhum compromisso ético com o ser humano. Mães apresentam seus filhos como troféus. Muitas porque a pensão alimentícia é polpuda; outras porque a criança aformoseada pode concorrer ao título de "miss" isso ou aquilo.  
É um absurdo os concursos de beleza infantil! Um mercantilismo infâme que explora o sentimento das crianças e colhe frutos financeiros que não retornam aos concorrentes.

Não menos infâme são mães que brigam por pensões de trezentos mil reais com o argumento de que "não é possível nem ao menos comprar fraldas descartáveis com essa quantia". Parece piada mas não é!

Romário já foi preso por atrasar uma pensão de 50 mil; Mick Jaeger paga 90 mil e assim por deante; Fernando Henrique pagou uma fortuna e manteve o filho na Europa aos cuidados da bem paga mãe (ver matéria em "Leia Também").

Não estou defendendo Fernando Henrique, basta lerem a matéria anterior; estou preocupado é com os filhos dos fernandos e mônicas que são trocados pelo quinhão pecuniário e desamados por conta do infortúnio de tê-los ou por conta da fortuna em tê-los.


Mas, e esse dinheiro realmente é para o alimentando?

 
Não importa quanto ganha Romário ou Jaeger ou quanto ganhava Fernando Henrique, o que importa é, sim, a criança; tenho certeza que não é o dinheiro a maior necessidade de um filho.


Longe do pai ou da mãe dinheiro algum pagará os problemas futuros que ficarão gravados no inconsciente de qualquer ser humano sobre sua infância perdida.

Muitos pais não dispõem do valor exigido pelas ex-"amadas" como pensão alimentícia e são obrigados a discutir na justiça um valor exeqüível. Isso é um tormento! Primeiro pela morosidade da justiça e depois pela amargura de ver que a contenta judicial apresenta uma disputa entre pai e filho; na verdade essa contenta é entre mãe e pai, mas, é o nomezinho do filho que se afigura no processo contra seu pai. Lamentável!
A ex-"amadas" agora são desafetas; o que antes era meu bem agora é "meus bens". O que importa é "ferrar" um ao outro, como se isso fosse resolver mágoas e desacertos; como se isso fosse resolver o desamor existente; como se isso fosse trazer novamente o sentimento perdido. O mesmo serve para os ex-"amados".

Por que não deixar a justiça de lado para ser justo e buscar o bem maior? E que bem maior seria esse? A criança, lógico. Dividir entre duas pessoas um ser para que o amor à esse ser seja completo. Não vamos dividir uma criança em duas mas somar o amor de pai e mãe doado-o incondicionalmente.
 
Não existe sacrifício quando se quer realmente bem nosso filho. E o desejo do filho é ver seus pais também felizes, sem contentas ou pendengas.

Que a mensagem sirva de lição!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

ANO NOVO

O Brasil gosta de viver perigosamente! Foi essa a frase que me foi dita, em Lisboa, no ano de 1986, por um grande amigo, Brizolista de alma, pai do escritor e jornalista gáucho Celso Viola. Pois, Viola, o pai, me recebeu na terra dos portugueses com alma brasileira e afIrmou, naquela época, que não morreria sem voltar ao Brasil e votar em Brizola para Presidente. E assim o fez. E aqui morreu.

Não tivemos a experiência de Brizola na Presidência da República; para alguns infelizmente e, para outros, felizmente. De minha parte acredito que não veríamos nada de novo debaixo do Sol; entretanto, desnecessário comentários se o fato não aconteceu e, o passado, é passado.

Do presente, nada de novo na República, pois Lula, Dilma, Fernando Henrique ou Collor e Sarney, com Itamar no meio de campo, nada de novo vislumbrou-se em nosso país. Tudo continua na mesma.

Arruma dali, dessarruma daqui. Controla a inflação, paga o FMI, e a miséria humana continua em progressão assustadora. Bolsa dali e bolsa daqui maquiando-se a fome e enganado-se a saúde, que também maquiada, engana o ser humano que acredita ainda estar vivo, quando na verdade a vida de sargeta em que habita nada mais é do que a própria morte existencial pois a existência desumana não é vida.

Infelizmente os governantes que o povo, já morto, elegeu, nada entende do que escrevo e o Sol, em 2012, confortará as mesmisses políticas dos mesmos políticos que nada mais fazem do que acertar suas próprias contas.

Só posso desejar para o próximo ano o de sempre; e que cada povo tenha o governo que mereça; embora alguns sofram mais ainda com isso. Mas afinal, não queriam a democracia? Pois aí está: Lula, Dilma, Bolsa Família, Bolsa Escola, Bolsa Presidiário, Kit Gay, Belo Monte, Mini-istros e suas falcatruas, e por aí vai...

O Brasil gosta mesmo de viver perigosamente!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

OS MINI-ISTROS

Antes de iniciar minhas pequenas férias de inverno recebo a notícia de que mais um mini-istro do Governo petista de Dilma Roussef foi afastado por corrupção.

Nada que não tenhamos antecipado em posts anteriores.

Vamos aguardar agora o próximo a cair por corrupção. Talvez Dilma resolva essse outro caso na reforma ministerial do próximo ano para evitar mais um escândalo.

O tempo por aqui anda nublado e a temperatura emperrou nos 24º, mas as férias prometem e o governo continua hígido, bem diferente do que anda acontecendo no palácio da "presidenta".

Feliz Natal para todos.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

BOLSONARO E O KIT GAY

A imprensa e os bloqueiros anônimos "maria-vai-com-as-outras" estão se deliciando em colocar na boca do Bolsonaro o que ele não disse; mas como o deputado é daqueles que se aproveitam do momento, faz disso um palanque eleitoral. É tambem do perfil daquele parlamentar jogar palavras dúbias ao vento para que, com a confusão dos "mal-letrados", se alastre a fofoca e ele tire proveito disso.

Bolsonaro é confuso, tem um discurso forte mas que sai com dificuldade da sua garganta, talvez por falta de um bom trabalho de interpretação de texto e impostação de vóz, entre outras coisas. Isso, entretanto, não lhe tira um mérito: é patrióta! Não é um traidor da Pátria, como tantos que conhecemos. E tem mais, Bolsonaro não tem medo de petralhas!

Portanto, jornalístas e jornaleiros, deixem de alimentar seus sites, blogs e jornaizinhos de segunda pois o que vocês querem ouvir não foi dito pelo parlamentar.

Querem ler novamente? Então leiam o que eu digo, talvez em bom som com Bolsonaro: é promiscuidade, sim, o sexo libertino; seja ele praticado por quem quer que seja, artístas, políticos ou os debravados comuns.

Mais? O kit gay é um absurdo e quem tem lá seus interesses em implanta-lo é porque gosta de homossexuais.

Bolsonaro não disse mais do que isso, e eu endoço. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A ROUBALHEIRA CONTINUA

Não é sómente com a DRU, agora renovada, que o governo pode gastar sem dar contas à ninguém; qualquer projeto que por ventura tenha parecer contrário aos interesses dos governantes é facilmente adulterado por funcionários desqualificados, mau caráter, tão bandidos quanto o são os políticos ladrões hoje em evidência.

A presidente Dilma conseguiu renovar a DRU e vai gastar como quiser 20% (vinte por cento) do orçamento da união. Seu mini-istro das cidades pediu e recebeu da presidente sua assinatura em documento falsificado alterando um orçamento em mais de um milhão de reais.

Entretanto, nada de escândalos e nada de espanto, pois é isso mesmo que o povo gosta.

Dilma e seu antecessor, Lula, sempre roubaram e estão com índices altíssimos de aprovação do povo.

Fazer o que?

É o velho ditado: "cada povo tem o governo que merece"; no caso do Brasil, o povo tem o governo que quer.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

300

Neste Blog já foram postados mais de 300 textos sobre política, que podem ser lidos e discutidos com os comentários pertinentes.

Na primeira oportunidade eu darei as respostas solicitadas.

Outros temas, de cunho existencial, filosófico e do cotidiano são abordados em www.irapuanteixeira.blogspot.com que também pode ser acessado para comentários.

Boa leitura!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A VERDADE: Eu Menti!

Foi instalada a Comissão da Verdade; Dilma, a "presidenta", discurssou como se esse fosse um feito memorável. Enfim, para os petralhas revanchistas até pode ser. Mas, o mais importante é saber se essa comissão vai mesmo apurar a verdade. Pelo que se vê, nos movimentos petralhas, o que eles querem é revanchismo, como se os militares fossem os culpados pelo desastre cometido por esses esquerdistas que, não fosse o movimento de 1964, teriam arrazado o País.

Se a comissão vai mesmo apurar a verdade deveria começar por seus militantes de outrora; para tanto já estamos divulgando depoimentos a respeito.

Mirian Macedo, ex-subversiva, confessa corajosamente os erros cometidos pelos terroristas companheiros de Dilma, Lula e outros membros do atual governo.

Abaixo reproduzo o texto escrito pela própria ex-guerrilheira, hoje jornalista, e que tem um blog que conta a verdade: www.blogdemirianmacedo.blogspot.com

O artigo da jornalísta não pode ser deixado de fora da análise dessa comissão, uma vez que é a própria militante que esta fazendo o depoimento, sem coação, livre e espontaneamente.


Leiam o texto de Mirian Macedo: A Verdade: Eu Menti.
 
         Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade, e contar tudo: eu era uma subversivazinha medíocre e, tão logo fui aliciada, já 'caí' (jargão entre militantes para quem foi preso), com as mãos cheias de material comprometedor.
      
       Despreparada e 'festiva', eu não tivera nem o cuidado de esconder os exemplares  d'A Classe Operária, o jornal da organização clandestina a que eu pertencia (a AP-ML, ala vermelha maoísta do PC do B, que fazia a Guerrilha do Araguaia, no Pará).  Eles estavam enfiados no meio dos meus livros numa estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existiam em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973.
  
       Já relatei o que eu fazia como militante http://bit.ly/vNUwyb. Quase nada. A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE 30 ANOS!

       Repeti e escrevi a mentira de que eu tinha tomado choques elétricos (por pudor, limitei-me a dizer que foram poucos, é verdade), que me interrogaram com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC (eu ouvia conversas maliciosas e tolas dos agentes) e que eu ficavam ouvindo "gritos assombrosos" de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por um curto período de tempo: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram - achei, depois, que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado).
  
      Eu também menti dizendo que meus 'algozes', diversas vezes, se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um 'trauma de escadas", imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo do Ministério do Exército, na Esplanada dos Ministérios, onde éramos interrogados, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse.
  
      Quanto aos socos e empurrões de que eu fui alvo durante os dias de prisão, não houve violência que chegasse a machucar; nada mais que um gesto irritado de qualquer dos 'inquisidores'; afinal, eu os levava à loucura, com meu 'enrolation'. Sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: "Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto". 
 
      Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de "vítima da repressão". A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando. Havia, sim, ameaças, gritos, interrogatórios intermináveis e, principalmente, muito medo (meu, claro).
 
      Ma va! Torturada?! Eu?! As palmadas que dei em meus filhos podem ser consideradas 'tortura inumana' se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI. Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido 'barbaramente torturados' falávamos a verdade?

      Não, não é verdade. Noventa e nove por cento das 'barbaridades e torturas' eram pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos 'barbaramente torturados' e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica de torturadores. Não, técnica de 'torturado', ou seja, mentira. Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: "quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre."
  
     A pior coisa que podia nos acontecer naqueles "anos de chumbo" era não ser preso. Como assim todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.
 
       Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saíamos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tinha nos ensinado o que fazer. 
 
       E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e 'amarelões' que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os "ômi". Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.

      Quando um dia, durante um interrogatório, perguntaram-me  se eu queria conhecer a 'marieta', pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que 'marieta' era uma corruptela de 'maritaca', nome que se dava à maquininha usada para dar choque elétrico). Eu não a quis conhecer. Abri o bico, de novo. 
 
      Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de 'verdade sufocada"? Vou conferir.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

CARRAPATOS

Retirar um Carrapato do couro de um boi ou de um cachorro é uma dificuldade sem tamanho; são parasitas externos, artrópodes, pertencentes à Ordem Acarina, que se alimentam do sangue do hospedeiro. 

Sugar o sangue, agarrar-se, grudando-se de tal forma que para retira-lo só arrancando o couro, a pele, os pelos, extraindo o sangue, é a especialidade de políticos como Carlos Roberto Lupi; na verdade politiqueiros. Esse sugador está no Ministério do Trabalho agarrado igual à um Carrapato, sugando o dinheiro público, alimentando-se do sangue do povo que o sustenta e o elegeu. Como mini-istro da Dilma soma-se aos petralhas sugadores e, juntamente com a "presidenta", esfola o erário público consumindo o que resta de uma nação com a moral em frangalhos.

Sonhar com reforma ministerial é aguardar uma leva de novos carrapatos, mais jovens, sedentos, ávidos, com a espuma a escorrer pela boca, satisfeitos em abocanhar aos incautos e sempre passivos membros de uma comunidade tão pacata como o nosso cidadão brasileiro; eleitor ordeiro e servil que como à uma boiada que caminha em direção ao abate se deixa levar às urnas eletrônicas pela falsidade ideológica e o apelo de uma outra camarilha que comanda os meios de comunicação.

Para esses carrapatos não existe veneno, tampouco higiene, que possam estirpa-los; para se ver livre dessa coceira sarnosa e daninha somente arrancando-os na mão.

Que saudades de João Figueiredo!(*)

(*) João Figueiredo, cidadão brasileiro, famoso pela célebre frase: "prendo e arrebento".

domingo, 13 de novembro de 2011

POLICIAIS DOUTORES DA USP

Para quem não conhece uma corporação militar pode parecer estranho existerem nos quadros da PM de São Paulo oficiais com formação superior, alguns com mestrado e doutorado; mas isso é realidade nas polícias e nas forças armadas do Brasil.

A Polícia Militar de São Paulo, responsável pela choque de ordem dado no campus da USP, tem em seus quadros militares estudando naquela universidade. Embora alunos, alguns em cursos de pós-graduação, têm o compromisso de manter a lei e a ordem, e ser estudante não os impedem de cumprir rigorosamente o dever profissional.

A população, e principalmente os alunos da USP, deveriam ficar orgulhosos dos profissionais que atuam naquela corporação, pois ganham pouco, enfrentam risco de vida diariamente e, ainda por cima, estudam, sem fazer baderna.

O que se quer, de alunos que pertencem à melhor universidade do País, e nada pagam por isso, é que estudem! Baderna é para arruaceiros fora da lei.

sábado, 12 de novembro de 2011

UM NOVO MINI-ISTRO

Vários nomes são cotados para o Ministério da Educação, acotovelando-se candidatos loucos para atropelar da pasta o técnico Fernando Haddad. Dois outros técnicos estão na boca dos padrinhos para concorrerem a vaga: Luiz Cláudio Costa, secretário de Educação Superior, e José Henrique Paim Fernandes, secretário executivo do ministério.

Mas os politiqueiros também estão no páreo e desesperadamente ansiosos para abocanharem mais um ministério: Marta Suplicy, que seria um suplício para a educação brasileira, uma vez que sua especialidade é relaxar e gozar, o que recomenda abertamente para todos, ou Aloizio Mercadante, que tem como seu único referencial dois discursos patéticos, que se tornaram propostas educacionais: o de colocar computadores com banda larga em todas as escolas públicas e, agora, mais recentemente, a moda da informática, o tablets.

Como se vê, os pretendentes são de uma competência ímpar para o cargo.

Os nomes, claro, são todos do PT, mas como ja esperávamos, seus líderes esqueceram que em seus quadros têm profissionais, raríssimos é claro, que podem, com melhor eficácia, "administrar" o ministério mais complexo e importante para uma nação.

Estou falando do ex-Reitor da Universidade Federal de São Carlos, o Deputado Federal Newton Lima, que foi meu colega no Congresso Nacional. Embora exerça um mandato num legislativo desacreditado pelo povo, isso não anula a sua competência profissional e experiência na área da educação.

Quanto aos técnicos, são apresentados como alternativa para colocar fumaça na inteligência do povo, pois se tratam de cartas na manga, só utilizadas em momentos de conveniência.

VALE A PENA?

Quem ainda lembra de Patrice Émery Lumumba (Onalua, Congo Belga, 2 de Julho de 1925 – Katanga, 17 de Janeiro de 1961)?

Talvez poucas pessoas.

Infelizmente é assim, em qualquer parte do mundo; tanto àqueles que lutaram por um ideal quanto a outros que morreram e ainda morrem por uma idéia a paga é o esquecimento. E o pior, o esquecimento daquelas idéias e ideais que um dia todos aplaudiram como questões de vida ou morte.

Mas quem morreu?

Apenas quem estava imbuido da emoção; convicto de que o ideal estava acima da qualquer outra coisa, se lançando à sua conquista, como Patrice Émery Lumumba.

O lider anti-colonialista buscou com o sacrifício da própria vida o ideal que lhes pediam seus compatriotas, mas foi vencido pela covardia daqueles que ainda hoje se acham os donos do universo, poderosos que determinam pela força e o poder econômico o que um povo deve fazer em sua própria pátria.

O Ideal daquele africano ecoou por todo o mundo por um interrégno de tempo, levando milhões de aproveitadores à disputarem o palanque eleitoral em busca de uma vaga para o exercício da demagogia barata transformada em ideologia.

No Rio de Janeiro, por exemplo, foi criado um CIEP, localizado no bairro de Del Castilho, com o nome de Patrice Lumumba; entretanto, se perguntarmos aos seus alunos, ou mesmo aos professores, quem foi Lumumba, certamente surgirá um silêncio como resposta. Ou seja, nada sabem da história de mais um ser humano assassinado, de forma cruel e covarde, por conta de seus ideais.

Por que resolvi falar de Lumumba? Talvez porque eu estava no Congo, em 1997, casualmente, e assisti, dentro do avião em que me encontrava, impedido de levantar vôo, a vitória de Laurent Kabila, culminando o projeto alicerçado pelos ideais de Lumumba.

Entretanto, mesmo tomando posse na presidência do país Kabila não conseguiu levar adiante as idéias de liberdade e independência daquele povo africano, pois as "forças ocultas" que infestam países subdesenvolvidos e emergentes sufocam e amordaçam qualquer tentativa que não se coadune com seus interesses. Essas forças são as mesmas que, enfaticamente, alertava Getúlio Vargas aos brasileiros em outras épocas históricas.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

NADA DE NOVO EMBAIXO DO SOL

Alguns militares de fibra prenderam o traficante Nem, no Rio de Janeiro. 

Os esquerdistas-estudantes da USP, que deveriam estar estudando, permanecem com sua baderna pessoal escudando-se no velho chavão de "opressores versus oprimidos". 

O jornal Folha continua dando destaque as matérias favoráveis à baderna, deixando a réplica que tem sido bem fundamentada em segundo plano. 

Outro traficante, acusado de ser o segurança de Nem, também foi preso. 

Na Austrália nasceu um bebê as 11h11min do dia 11-11-11; no Brasil também.

O planalto blindou Agnelo, o governador do DF, defendendo-o com o argumento de "o menos corrupto"; os petralhas brindaram a decisão com festa e dinheiro público.

Continua no STF a "lenga-lenga" sobre os votos dados ao processo denominado Ficha Limpa; aproveitando-se disso emplacaram Cássio Cunha Lima e João Pizzolatti, os sujos, retirando o menos sujo Wilson Santiago e o limpíssimo Odacir Zonta.

O dia de hoje parece o início de um novo ano, ao mesmo tempo em que estamos terminando um ano que foi caótico para a Europa; esperado pelos argentinos, que reelegeram sua presidente, e previsto para brasileiros, que assistem sorrindo aos escândalos com o defenestramento de ministros corruptos e a ineficácia do sempre apático Congresso Nacional, que nunca nega lugar para corruptos e corrupção. 

Também, os norte-americanos fizeram festa com a morte de Muammar al-Kaddafi e Osama Bin Laden, vingando-se de seus antigos colegas de profissão, como já fizeram com Saddam Hussein.

Nada de novo debaixo do Sol!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

CANALHAS E SUAS CANALHICES

Não acredito que nosso País vá resolver os problemas de corrupção e ladroagem que existe no governo; não creio que esses canalhas que dilapidaram e ainda continuam dilapidando as finanças do estado sejam processados e levados à cadeia; não vislumbro tranqüilidade para a nação brasileira antes de mais 400 anos. 

Isso mesmo; e ainda, talvez daqui a 400 anos! 

Pode ser que nesse interrégno de tempo surja alguma novidade a respeito dessa bandalheira política, alicerçada pela ignorância de nosso povo que não sabe, não quer saber, não tem interesse e ainda por cima se descompromissa com a política. 

Pois, a recíproca é a mesma: os políticos não têm compromisso com o povo!

Enquanto isso juízes e promotores federais de primeira instância se preocupam com processos surgido pela calúnia, a mentira e a tentativa de descarte feita por políticos da alta cúpula, ou a mando deles, contra àqueles que um dia tentaram moralizar o Congresso Nacional; contra políticos iniciantes que nada mais fizeram do que discordar dos ladrões. 

São processos sem prova, sem argumentos; claramente usados para maquiar os culpados que se ocultam através dos mandatos ou dos cargos que ocupam na esfera federal; são bandidos escondidos da justiça pelo peso do nome ou da mídia que um dia tiveram. 

Contra esses uma cortina de fumaça paira entre a mentira e a verdade; espero que não seja fummus boni juris pois se a justiça agir alí encontrará a prova inequívoca.